# Satélites Galileo de segunda geração vão poder mudar de sinal já em órbita: primeiro módulo passou nos testes

> O sistema europeu de navegação que o teu telemóvel já usa vai ter satélites capazes de mudar os sinais que emitem depois de lançados. A Airbus testou o primeiro módulo e já tem seis satélites em montagem na Alemanha. A ESA promete sinais mais resistentes a interferências e mais precisos.

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- Categoria: Ciência e Espaço
- Autoria: Redação
- Publicado: 22 de outubro de 2026
- Etiquetas: Galileo, ESA, Satélites, Navegação, GPS

## Em resumo

- Doze satélites Galileo de segunda geração, construídos pela Airbus e pela Thales Alenia Space, vão juntar-se à constelação atual nos próximos anos.
- O novo gerador de sinais pode ser reprogramado em órbita para criar sinais novos, o que a ESA diz permitir maior resistência a interferências e mais precisão.
- O primeiro módulo passou os testes em Toulouse e voltou à fábrica de Friedrichshafen, onde há seis satélites em diferentes fases de montagem.
- A integração completa do primeiro satélite destinado a voar está prevista para 2027.
- Todos os telemóveis vendidos no mercado único europeu têm de ser compatíveis com o Galileo, segundo a ESA.

O Galileo, o sistema europeu de navegação por satélite que o teu telemóvel já usa, está a preparar uma nova geração de satélites com uma peça que a Agência Espacial Europeia (ESA) descreve como o cérebro da nave. Trata-se do módulo que gera os sinais de navegação, e o primeiro exemplar acabou de passar todos os testes. Segundo a ESA, que divulgou o avanço a 20 de outubro, este gerador pode ser reprogramado depois de o satélite estar em órbita, para emitir sinais que hoje ainda não existem, o que o torna mais flexível do que o da primeira geração.

## O que muda nos novos satélites

Num satélite de navegação, o gerador de sinais lê a hora exata dada pelos relógios atómicos a bordo e transforma-a nos sinais que os recetores na Terra usam para calcular a posição. Na segunda geração, conhecida por G2, o módulo consegue produzir vários tipos de sinal em tempo real e criar novos depois do lançamento. A ESA diz que isso vai permitir sinais mais robustos contra interferências, uma fixação mais rápida da posição e maior precisão. A agência acrescenta que a ideia é poder responder a necessidades que ainda não se conseguem prever.

Os satélites G2 trazem outras novidades. Vão ter propulsão elétrica, ligações diretas entre satélites, uma nova configuração de relógios atómicos e uma antena de navegação melhorada. São 12 no total: metade está a ser construída pela Airbus Defence and Space e a outra metade pela Thales Alenia Space.

## Onde está a construção

O módulo que passou nos testes em Toulouse, em França, já regressou à fábrica da Airbus em Friedrichshafen, na Alemanha, onde há seis satélites G2 em diferentes fases de montagem. O próximo passo é juntá-lo ao módulo de radiofrequência, a parte que transmite os sinais, e testar o conjunto em 2027. Em Madrid, duas antenas de navegação passaram também por avaliação e devem ser em breve declaradas prontas para voar. A ESA prevê que todas estas peças se juntem no próximo ano, na integração completa do primeiro satélite destinado a ir para o espaço.

Para quem usa o telemóvel, a ESA lembra que o Galileo é hoje o sistema de navegação por satélite mais preciso do mundo e que todos os telemóveis vendidos no mercado único europeu têm de ser compatíveis com ele. O primeiro par de satélites G2 vai subir num foguetão Ariane 6, na missão Galileo L17, que só acontece depois de mais dois lançamentos para completar a primeira geração, segundo a agência europeia do programa espacial, a EUSPA. A data do primeiro lançamento da nova geração ainda não foi anunciada.
