# Python 3.15 passa a correr nativo por omissão nos portáteis Windows com processador Arm

> Quem programa num portátil com Snapdragon passa a receber o Python nativo para Arm sem ter de o escolher à mão. A Microsoft diz que 94% dos mil pacotes mais descarregados já funcionam nestes processadores, mas avisa que nem todas as aplicações estão prontas.

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- Categoria: Computadores
- Autoria: Redação
- Publicado: 15 de outubro de 2026
- Etiquetas: Python, Windows on Arm, Snapdragon, Programação

## Em resumo

- O Python 3.15, lançado a 9 de outubro, instala por omissão a versão Arm64 nativa nos computadores Windows com processador Arm.
- O Windows on Arm é agora uma plataforma de nível 2 do CPython: falhas que o afetem têm de ser corrigidas ou as alterações que as causaram revertidas.
- Segundo a Microsoft, cerca de 94% dos 1.000 projetos mais descarregados do PyPI publicam versões que correm nativamente nestes PC.
- NumPy, SciPy, pandas, scikit-learn, Django e FastAPI estão entre os pacotes disponíveis; o VS Code e o PyCharm também suportam a plataforma.
- Para saber se o Python é nativo, basta abri-lo: a linha inicial mostra ARM64 em vez de AMD64.

Quem tem um portátil Windows com processador Arm, como os modelos com chips Snapdragon da Qualcomm, passa a ter o Python a correr de forma nativa sem configurações extra. Com a versão 3.15 da linguagem, lançada a 9 de outubro, o gestor de instalação do Python para Windows escolhe por omissão a versão Arm64 nestes equipamentos. Já havia versões nativas do Python para estes computadores há algum tempo; a novidade é que passam a ser a escolha predefinida e que a plataforma ganhou um compromisso de suporte mais forte. A Microsoft explicou a mudança num artigo publicado a 14 de outubro no blogue para programadores do Windows.

## O que muda com a versão 3.15

O Windows on Arm passou a ser uma plataforma de nível 2 do CPython, a implementação de referência da linguagem. Na prática, isto significa que os testes nesta plataforma correm de forma contínua, entram no processo de lançamento de cada versão e qualquer alteração que a parta tem de ser corrigida depressa ou revertida. A instalação também ficou mais simples: com o Python Install Manager 26.4, pedir o Python 3.15 num destes computadores instala logo a versão Arm64, a não ser que a configuração indique outra coisa.

Para confirmar o que tens instalado, abre o Python na linha de comandos e olha para a primeira linha. Se aparecer ARM64, é a versão nativa; se aparecer AMD64, estás a usar a versão para processadores x64, emulada. As aplicações que ainda dependem de pacotes só disponíveis para x64 continuam a funcionar através da emulação.

## Que pacotes já funcionam

Segundo a Microsoft, uma análise feita em setembro aos 1.000 projetos mais descarregados do PyPI, o repositório de pacotes do Python, mostra que cerca de 94% publicam versões nativas para Arm ou versões que funcionam em qualquer arquitetura. A empresa ressalva que este número mede a disponibilidade dos pacotes e não garante que todas as aplicações funcionem: cada projeto tem de confirmar que todas as dependências suportam Arm, sobretudo as que incluem código compilado.

Entre os pacotes disponíveis estão NumPy, SciPy, pandas, Polars, Matplotlib, scikit-learn, Django, Flask e FastAPI. No lado das ferramentas, o VS Code, as extensões de Python e Jupyter, o PyCharm, o Ruff e o pytest suportam a plataforma. A Anaconda publica no canal principal mais de 2.500 pacotes para Windows on Arm, entre o Python 3.12 e o 3.14, incluindo o PyTorch.

Para quem está a pensar comprar um portátil Arm para programar, como os novos Surface com Snapdragon X2 Plus, o obstáculo do Python fica bastante reduzido. O Python 3.15 vai receber correções a cada dois meses durante dois anos e atualizações de segurança até cerca de outubro de 2031.
