# Foto ou vídeo suspeito? Como usar o Gemini para ver se foi criado com a IA da Google

> A marca de água invisível SynthID entrou esta semana na lista de invenções do ano da TIME e já foi aplicada a mais de 180 mil milhões de imagens e vídeos. Explicamos como pôr o Gemini a procurá-la num ficheiro, quantas verificações podes fazer por dia e o que um resultado negativo não garante.

- Publicação: MEGAzine (https://megazine.pt/)
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- Categoria: Inteligência Artificial
- Formato: Guia
- Autoria: Redação
- Publicado: 18 de outubro de 2026
- Etiquetas: Google, Gemini, SynthID, Desinformação, Guia

## Em resumo

- A SynthID é uma marca de água invisível que a Google coloca nas imagens, vídeos, áudios e textos criados pelos seus modelos de IA.
- Na app Gemini ou em gemini.google.com, carregas o ficheiro e perguntas se foi criado ou editado com IA da Google.
- Cada ficheiro pode ter até 100 MB; os vídeos têm de ter menos de 90 segundos e os áudios menos de uma hora.
- A Google indica um limite aproximado de 10 imagens, 10 vídeos e 10 áudios verificados em cada período de 24 horas.
- Se a marca de água não aparecer, isso só exclui a IA da Google: o conteúdo pode ter sido feito com ferramentas de outras empresas.

Uma fotografia de um acontecimento que parece bom demais, um vídeo de uma figura pública a dizer algo inesperado ou uma mensagem de voz estranha de um familiar: perceber se foram fabricados com inteligência artificial é cada vez mais difícil a olho nu. Para o conteúdo criado com as ferramentas da Google, há uma forma de confirmar. Chama-se SynthID e foi incluída a 15 de outubro na lista das melhores invenções de 2026 da revista TIME, segundo anunciou a Google.

## O que é a SynthID

A SynthID é uma marca de água digital que a Google insere nas imagens, áudios, vídeos e textos gerados pelos seus modelos de IA no momento em que são criados. Não se vê nem se ouve, e a empresa diz que não altera a qualidade. Até agora, segundo a Google, foi aplicada a mais de 180 mil milhões de imagens e vídeos e a 240 mil anos de áudio.

De acordo com a página de ajuda, a marca de água costuma resistir quando o ficheiro é redimensionado, comprimido ou tem as cores alteradas. A Google diz que a verificação está integrada na Pesquisa, no Chrome e na app Gemini. Esta última é a forma mais direta de a usar.

## Como verificar um ficheiro no Gemini

Precisas de ter sessão iniciada com uma conta Google pessoal, ou uma conta Workspace elegível, e da versão mais recente da app. No computador, abre gemini.google.com, carrega em Adicionar ficheiros e escolhe a imagem, o vídeo ou o áudio, a partir do disco, do Google Fotos ou do Drive. Depois faz uma pergunta como "Isto foi criado ou editado com IA da Google?" ou "Este vídeo é real?".

Há limites a respeitar. Só podes verificar um ficheiro de cada vez, até 100 MB. Os vídeos têm de ter menos de 90 segundos e os áudios menos de uma hora. A Google indica uma quota aproximada de 10 verificações de imagem, 10 de vídeo (até cinco minutos no total) e 10 de áudio (até três horas) em cada período de 24 horas. Se usares uma captura de ecrã, recorta-a bem à volta da imagem e não juntes várias fotografias numa só.

Nos vídeos, o Gemini indica em que partes encontrou a marca de água, separando o som da imagem. O Gemini lê também as Credenciais de Conteúdo, uma espécie de passaporte digital que alguns aparelhos e programas juntam aos ficheiros, com o historial de edição e a indicação de uso de IA. Esta leitura funciona no site e na app para Android e ainda não chegou ao iPhone.

## O que o resultado não te diz

Se a SynthID for detetada, todo o conteúdo ou parte dele foi criado ou editado com modelos da Google. Se não for, a conclusão é mais limitada. A Google avisa que o Gemini só reconhece conteúdo das suas próprias ferramentas, mesmo que outras empresas já tenham adotado a SynthID, e que uma imagem sem marca de água pode ter sido gerada por outro sistema de IA. Há também casos inconclusivos, como imagens muito simples ou edições demasiado pequenas.

Por isso, a própria Google recomenda juntar outros métodos. Procura texto deformado ou detalhes incoerentes na imagem e faz uma pesquisa inversa no Google Imagens para encontrares a origem da fotografia.
