# TEKEVER vai abrir base em Odense, na Dinamarca, e o fundo EIFO entra na Série D sem valor revelado

> A empresa de origem portuguesa, que faz drones e sistemas autónomos com inteligência artificial, escolheu a cidade dinamarquesa pelos centros de testes de drones e de robótica. O anúncio surgiu depois de uma reunião com o ministro da Defesa da Dinamarca, Jeppe Bruus.

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- Categoria: Inteligência Artificial
- Autoria: Redação
- Publicado: 6 de novembro de 2026
- Etiquetas: TEKEVER, Drones, Defesa, Dinamarca, Empresas portuguesas

## Em resumo

- A TEKEVER anunciou a 6 de novembro planos para uma presença operacional em Odense, a primeira na região nórdica.
- O EIFO, o fundo de exportação e investimento da Dinamarca, comprometeu-se a investir e entra num novo fecho da ronda de Série D.
- Nem a empresa nem o fundo dizem quanto vai ser investido, nem quantas pessoas vão ser contratadas na Dinamarca.
- A operação vai crescer por fases, consoante a procura e as autorizações, e pode incluir a vigilância de infraestruturas de energia no mar.
- A Série D é de 580 milhões de dólares e o primeiro fecho, a 23 de setembro, avaliou a TEKEVER em 6,4 mil milhões de dólares.

A TEKEVER anunciou a 6 de novembro que vai criar uma presença operacional em Odense, na Dinamarca, a primeira da empresa na região nórdica. O anúncio foi feito depois de uma reunião em Copenhaga com o ministro da Defesa dinamarquês, Jeppe Bruus. Ao mesmo tempo, o EIFO, o fundo de exportação e investimento da Dinamarca, assinou um compromisso para investir na empresa e vai entrar na ronda de financiamento de Série D, num novo fecho. Nem a TEKEVER nem o fundo revelaram o valor do investimento.

## Porquê Odense

Segundo a versão inglesa do comunicado, Odense foi escolhida pelo ecossistema de drones e robótica que já lá existe. A empresa aponta o agrupamento Odense Robotics, o centro internacional de testes da UAS Denmark e o SDU Drone Center e Flight Lab, da Universidade do Sul da Dinamarca. A TEKEVER diz estar a trabalhar com o município, que recebeu bem os planos, e que tem avançado nos acordos com parceiros locais e na preparação das contratações.

A empresa está também a criar uma entidade dinamarquesa e vai montar a operação por fases, à medida da procura e das autorizações que obtiver. Não há data de arranque nem número de postos de trabalho anunciados. Além da defesa e da segurança, a TEKEVER quer estudar com parceiros dinamarqueses como os seus sistemas de uso duplo, civil e militar, podem vigiar infraestruturas críticas de energia no mar. O presidente executivo do EIFO, Peder Lundquist, diz que o investimento aproxima da Dinamarca "uma empresa europeia líder no setor da defesa".

## A ronda de 580 milhões de dólares

O dinheiro do EIFO soma-se à Série D de 580 milhões de dólares, cujo primeiro fecho foi anunciado a 23 de setembro, com a TEKEVER avaliada em 6,4 mil milhões de dólares. Essa primeira parte foi liderada pela UC Investments e pela Baillie Gifford, com a Merlyn Advisors como novo investidor estratégico e a participação dos acionistas que já lá estavam, a Crescent Cove, a Ventura Capital e a Iberis Capital. Segundo a empresa, o financiamento serve para crescer lá fora, reforçar a capacidade industrial e tecnológica e fazer aquisições.

A Dinamarca junta-se a uma rede europeia que inclui Portugal, o Reino Unido, França, a Estónia e a Alemanha, onde a TEKEVER abriu um centro em Munique em outubro. A empresa diz ter mais de 1500 trabalhadores e presença também na Ucrânia e nos Estados Unidos. O que falta saber é quanto investe o fundo dinamarquês e quando começa a funcionar a base de Odense.
