# Cartões Mastercard vão funcionar sem rede nem eletricidade a partir de 2027, com limite de 200 euros

> A empresa vai obrigar bancos e comerciantes europeus a suportar pagamentos offline, para que as compras essenciais continuem durante um apagão. A autorização passa a ser dada pelo chip do cartão e pelo terminal. Portugal está abrangido, mas só os cartões e terminais novos trazem a função.

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- Categoria: Internet e Apps
- Autoria: Redação
- Publicado: 14 de outubro de 2026
- Etiquetas: Mastercard, Pagamentos, Apagão, Cartões bancários

## Em resumo

- A partir de fevereiro de 2027, todos os novos cartões Mastercard emitidos na Europa têm de permitir pagamentos offline.
- Até maio de 2027, os terminais de pagamento novos e os de substituição têm de aceitar essas transações.
- Sem ligação, a compra com chip e PIN é aprovada localmente até 200 euros por operação, um limite definido pelo banco.
- Portugal está na lista de países abrangidos, incluindo os Açores e a Madeira, segundo o 4gnews.
- O sistema já funciona na Dinamarca, na Suécia, na Estónia e na Letónia.

A Mastercard definiu novas regras para a sua rede europeia que vão permitir pagar com cartão mesmo quando falha a eletricidade ou a ligação à Internet. A partir de fevereiro de 2027, todos os cartões novos da marca emitidos na Europa têm de estar preparados para pagamentos offline. Até maio do mesmo ano, a exigência estende-se aos terminais de pagamento novos e aos de substituição. Portugal faz parte dos países abrangidos, incluindo os Açores e a Madeira, de acordo com o 4gnews, que cita o comunicado da empresa.

## Como funciona um pagamento sem ligação

Numa compra normal, o terminal pergunta ao banco, em tempo real, se a operação pode avançar. No modo offline, essa resposta é dada no local. Segundo a publicação especializada The Paypers, os limites de gastos ficam guardados no chip do cartão e, se o terminal perder a ligação, a transação é aprovada ali mesmo, até 200 euros por operação. O valor é definido de antemão pelo banco emissor, que assim controla o risco que aceita correr.

A compra faz-se com chip e PIN, ou seja, com o cartão inserido no terminal. Quando a rede ou a energia regressam, o terminal envia as operações registadas para serem processadas pelo banco. A Mastercard pensou o sistema para bens essenciais: supermercados, mercearias, postos de combustível, farmácias e máquinas de bilhetes de transportes.

## Porque avança agora

A decisão surge depois do apagão de abril de 2025 em Portugal e Espanha, durante o qual cerca de 55 milhões de pessoas ficaram sem conseguir fazer pagamentos digitais, segundo a estimativa citada pelo The Paypers. Brice van de Walle, responsável pelos pagamentos da Mastercard, argumenta que as pessoas continuam a precisar de comprar comida, combustível e medicamentos quando a energia ou as redes falham.

A empresa diz que a tecnologia já está em uso na Dinamarca, na Suécia, na Estónia e na Letónia. Na Letónia, durante uma tempestade recente, lojas alimentadas por geradores continuaram a aceitar cartões. Na Dinamarca, na primavera deste ano, uma falha técnica isolou os terminais do sistema de pagamentos e muitas transações em comércio essencial prosseguiram.

## O que muda para ti

Para já, nada. O cartão que tens na carteira não ganha esta função com uma atualização: a regra aplica-se aos cartões emitidos a partir de fevereiro de 2027, pelo que só a terás quando o teu for renovado ou substituído. Do lado das lojas, a obrigação abrange apenas terminais novos e de substituição, e a cobertura vai crescer à medida que os comerciantes trocarem de equipamento.

Há também uma condição prática. Num apagão, o terminal da loja precisa de ter bateria ou de estar ligado a um gerador para funcionar. Os bancos portugueses ainda não anunciaram datas nem os limites que vão aplicar, e os pagamentos com o telemóvel ou sem contacto não são referidos nas regras divulgadas, que falam apenas de chip e PIN.
