# Chrome passa a avisar na barra de endereço sobre sites suspeitos e usa o Gemini contra burlas: como ligar

> A Google reforçou o modo mais protegido da Navegação Segura do Chrome: há um aviso novo, mais discreto, para páginas suspeitas, análise de burlas com modelos Gemini e uma defesa contra os comandos falsos do ClickFix. Mas nada disto funciona se ficares na proteção que vem ligada por omissão.

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- Categoria: Internet e Apps
- Formato: Guia
- Autoria: Redação
- Publicado: 23 de outubro de 2026
- Etiquetas: Google Chrome, Navegação Segura, Phishing, ClickFix, Gemini

## Em resumo

- O Chrome mostra um ícone de escudo na barra de endereço quando uma página tem padrões enganadores típicos de sites maliciosos, com as opções de voltar atrás ou marcar o site como seguro.
- O aviso vermelho de página inteira continua a aparecer nos sites classificados como perigosos.
- A Google usa modelos Gemini na nuvem para analisar o conteúdo das páginas e detetar burlas como antivírus falsos e falsas atualizações do browser.
- Quando copias um possível comando ClickFix, o Chrome retira dados pessoais da área de transferência e envia-o à Navegação Segura para análise.
- As novidades são da Proteção melhorada, que tens de ligar em Definições, Privacidade e segurança.

A Google anunciou a 20 de outubro três novidades para a Proteção melhorada, o nível mais exigente da Navegação Segura do Chrome. Segundo a empresa, citada pelo 9to5Google, quem usa este modo fica dez vezes mais protegido contra phishing, engenharia social, abuso de notificações e outras burlas do que com a proteção padrão. A Google não publicou a metodologia por trás desse número, como notou o AndroidGeek, por isso vale como afirmação da marca. O ponto prático é outro: as mudanças só te chegam se ligares a Proteção melhorada, que não vem ativa por omissão.

## Um aviso novo antes do ecrã vermelho

Até aqui, o Chrome tinha basicamente uma resposta para sites perigosos: o ecrã vermelho que ocupa a janela inteira. Agora passa a haver dois níveis. Quando uma página mostra padrões enganadores habituais em sites maliciosos conhecidos, mas o veredicto é menos seguro, aparece um ícone de escudo na barra de endereço e uma caixa com duas saídas, voltar para um sítio seguro ou marcar a página como fiável. Nos casos em que a classificação de perigo é mais certa, o aviso vermelho de página inteira mantém-se.

A segunda novidade é a análise de burlas com modelos Gemini a correr na nuvem, depois de a Google já ter usado modelos no próprio aparelho. O modelo olha para o conteúdo da página e avalia a marca que ela representa, a intenção e a probabilidade de ser uma burla, e a Navegação Segura junta esse resultado à reputação do domínio. Os alvos apontados são os antivírus falsos e as falsas atualizações do browser. A Google garante que o conteúdo das páginas é tratado de forma efémera, sem ficar registado, guardado ou ser usado para treinar modelos.

A terceira mexe com o ClickFix, a técnica que convence a vítima a copiar e colar no próprio computador um comando que supostamente resolve um problema e que, na verdade, instala malware. Como o descarregamento acontece fora do browser, escapava às proteções do Chrome. Agora, quando copias um script com ar de ClickFix, o Chrome retira da área de transferência a informação que te identifica e envia o resto à Navegação Segura, mostrando um aviso se o resultado for perigoso.

## Como ligar a Proteção melhorada

No computador, abre o Chrome, carrega no menu dos três pontos, entra em Definições e escolhe Privacidade e segurança e depois Segurança. No Android e no iPhone, toca em Mais, Definições, Privacidade e segurança e Navegação Segura. Em todos os casos aparecem três opções: Proteção melhorada, Proteção padrão e Sem proteção.

Há uma contrapartida que deves conhecer. Com a Proteção melhorada, o Chrome envia à Google o endereço de cada site que visitas, uma pequena amostra do conteúdo da página, a atividade das extensões e informação do sistema, segundo o Centro de Ajuda do Chrome. Na proteção padrão, os endereços passam por servidores de privacidade e só seguem completos quando um site faz algo suspeito. A Google não indicou quando as três novidades chegam a todos os utilizadores nem se há diferenças entre países.
