# Citroën 2 CV regressa como elétrico: o concept que antecipa um modelo europeu de 15.000 euros

> Mede 3,76 metros, quer pesar uma tonelada e aponta para um preço de entrada a rondar os 15.000 euros. O protótipo que a Citroën levou ao Salão de Paris antecipa um elétrico de série que, segundo o diretor-geral da marca, Xavier Chardon, não será uma réplica do passado.

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- Categoria: Mobilidade
- Autoria: Redação
- Publicado: 13 de outubro de 2026
- Etiquetas: Citroën, 2 CV, Carros elétricos, Salão de Paris, Stellantis

## Em resumo

- O Citroën 2 CV Concept foi apresentado no Salão de Paris de 2026 e antecipa um modelo de produção previsto até 2028.
- A marca aponta para um preço de entrada a rondar os 15.000 euros e para produção na Europa.
- Tem 3,76 metros de comprimento, menos do que o 2 CV original, e um peso-alvo de cerca de uma tonelada.
- A Citroën não revelou a bateria, a autonomia nem a potência.
- O último 2 CV original saiu da fábrica de Mangualde a 27 de julho de 1990.

Um dos automóveis mais populares da história europeia vai ter um sucessor elétrico. A Citroën apresentou no Salão de Paris o 2 CV Concept, um protótipo de 3,76 metros que recupera a silhueta do modelo original. A marca descreve-o como a visão de um automóvel de série que será revelado nos próximos dois anos, para chegar à gama até 2028. O objetivo é um preço de entrada a rondar os 15.000 euros, com produção na Europa.

Na gama, ficará entre o Ami, o quadriciclo elétrico da marca, e o C3. O futuro modelo deverá enquadrar-se nas regras europeias para pequenos elétricos, o chamado E-Car, uma categoria que a Comissão Europeia propôs em dezembro de 2025. Para lá chegar, a Citroën aposta na leveza: o peso-alvo é de cerca de uma tonelada, o que permite uma bateria mais pequena e mais barata, com autonomia pensada para o dia a dia. Os números ficam por aqui. A marca não divulgou a capacidade da bateria, a autonomia, a potência nem os tempos de carregamento, e os 15.000 euros são uma meta, não um preço de tabela.

## Simples por fora, sem tabliê por dentro

O desenho junta as referências esperadas a soluções pensadas para baixar custos. Os faróis redondos destacam-se da carroçaria, as jantes são de aço, com 18 polegadas, e o tejadilho é de lona, como no original. As superfícies planas e os para-choques separados da carroçaria, que se substituem de forma independente, foram escolhidos a pensar na produção em série e na facilidade de reparação. Com 3,76 metros, o concept é mais curto do que o 2 CV de 1948.

Lá dentro não há tabliê tradicional. No lugar dele está um cilindro onde se fixam o volante de um só raio, um comando único, o seletor de marcha e um pequeno ecrã com a informação essencial, a que se junta um ecrã tátil quadrado de oito polegadas. O rádio é uma coluna destacável que se pode levar para fora do carro, os bancos têm um padrão tartan em tons de amarelo e a consola central deu lugar a um cesto amovível. Os compartimentos das portas foram desenhados para levar ovos, uma piscadela de olho ao caderno de encargos do modelo original.

## Um nome com história em Portugal

Xavier Chardon, diretor-geral da Citroën, diz que a ideia não é replicar um carro do passado, mas recuperar o que o tornou único: a simplicidade, o preço acessível e a liberdade que dava a quem o conduzia. No para-brisas do concept estão inscritos três números, 48, 90 e 26, que marcam o lançamento do 2 CV em 1948, o fim da produção em 1990 e a apresentação deste protótipo. O do meio diz respeito a Portugal: foi da fábrica de Mangualde que saiu o último 2 CV, a 27 de julho de 1990.

Não há preço nem data para o mercado português. Só quando a Citroën mostrar a versão de produção se saberá quanto do concept chega à estrada.
