# Metro de Lisboa com o cartão bancário: quanto custa a viagem e os erros que te fazem pagar a mais

> Já podes passar os canais do metro com o cartão, o telemóvel ou o relógio, sem comprar bilhete. A viagem custa 1,92 euros, mais do que com o zapping, e há regras que convém saber para não seres cobrado duas vezes. O Governo quer levar o sistema aos comboios, aos barcos e ao Metro do Porto.

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- Categoria: Mobilidade
- Formato: Guia
- Autoria: Redação
- Publicado: 18 de outubro de 2026
- Etiquetas: Metro de Lisboa, Contactless, Transportes públicos, Pagamentos

## Em resumo

- O Metro de Lisboa aceita cartões Visa, V Pay e Mastercard com contactless em toda a rede, físicos ou no telemóvel e no relógio.
- Cada viagem custa 1,92 euros, contra 1,72 euros com saldo zapping no cartão navegante ocasional.
- Tens de validar à entrada e à saída com o mesmo cartão ou dispositivo, e cada passageiro precisa do seu.
- O portal MYTRIPS mostra as viagens e os pagamentos e emite comprovativos sem registo prévio.
- Um protocolo assinado a 30 de setembro prevê alargar o pagamento com cartão bancário à CP, Transtejo, Metro do Porto e Metro Mondego.

No Metro de Lisboa já não precisas de bilhete para uma viagem ocasional. Basta encostar ao validador um cartão bancário com contactless, ou o telemóvel e o relógio onde tens o cartão, à entrada e à saída. O valor é cobrado automaticamente na conta. O Metro aceita cartões Visa, V Pay e Mastercard em toda a rede e atualizou a 14 de outubro a página com as regras e as respostas às dúvidas mais comuns.

## Quanto custa e quando compensa

Cada viagem paga com o cartão bancário custa 1,92 euros, segundo a tabela do Metro. É mais do que a mesma viagem paga com saldo zapping no cartão navegante ocasional, que fica em 1,72 euros, e mais do que o bilhete Carris/Metro, de 1,90 euros, que dá para viagens ilimitadas durante 60 minutos nas duas redes, mas não permite usar o metro duas vezes seguidas. O cartão bancário compensa sobretudo a quem anda de metro poucas vezes, a quem não tem navegante ou a quem recebe visitas de fora.

Se já tens passe, cuidado com o reflexo de encostar a carteira inteira. Validar com o cartão bancário em vez do navegante com passe válido gera uma cobrança que o Metro não reembolsa.

## As regras que evitam surpresas

A regra principal é usar sempre o mesmo meio à entrada e à saída. Se entraste com o cartão físico, sais com o cartão físico; se entraste com o telemóvel, sais com o telemóvel. Usar cartões ou dispositivos diferentes, mesmo que estejam ligados à mesma conta, também não dá direito a reembolso. Por isso, o Metro recomenda que tires o cartão da carteira e o aproximes sozinho do leitor. Cada cartão ou dispositivo serve apenas para uma pessoa por viagem, por isso uma família precisa de um meio de pagamento por passageiro.

Em caso de fiscalização, tens de mostrar o cartão ou o aparelho com que validaste. Se usas o telemóvel ou o relógio, garante que a bateria aguenta até ao fim da viagem. No extrato podes ver no início uma cativação temporária de 1 euro, usada por alguns bancos para confirmar o cartão. O valor final da viagem é processado, por norma, durante a madrugada seguinte.

Se o validador recusar o cartão, as causas mais comuns são o cartão estar expirado, danificado, sem saldo, sem contactless ativo ou numa lista negra do sistema por pagamentos pendentes. Essa lista só bloqueia o uso no Metro e é levantada automaticamente quando a dívida fica paga junto do banco. Para veres o histórico e tirares comprovativos, há o portal MYTRIPS, que não exige registo.

## O que vem a seguir

A 30 de setembro, o Governo anunciou um protocolo assinado pela CP, Metro de Lisboa, Metro do Porto, Metro Mondego, Transtejo/Soflusa, Mobi.E e pelas Transportes Metropolitanos de Lisboa e do Porto. A primeira fase prevê uma plataforma comum para aceitar o cartão bancário contactless diretamente nos validadores, sem compra prévia de bilhete. A Mobi.E fica a coordenar a interoperabilidade entre os sistemas. O comunicado não indica datas para a chegada aos outros operadores.
