# Renault E-Space Concept: o monovolume de 1984 regressa como elétrico de seis lugares, mas só como estudo

> Bancos que rodam para ficar frente a frente, uma consola com frigorífico que desliza pelo habitáculo e um ecrã de pilar a pilar. Para Fabrice Cambolive, diretor-geral da marca Renault, o protótipo mostra como a herança do Espace pode inspirar o futuro. Produção, para já, não há.

- Publicação: MEGAzine (https://megazine.pt/)
- Endereço: https://megazine.pt/mobilidade/renault-e-space-concept-o-monovolume-de-1984-regressa-como-eletrico-de-seis
- Categoria: Mobilidade
- Autoria: Redação
- Publicado: 13 de outubro de 2026
- Etiquetas: Renault, Espace, Carros elétricos, Salão de Paris, Concept cars

## Em resumo

- O Renault E-Space Concept teve estreia mundial no Salão de Paris a 12 de outubro de 2026.
- É um monovolume elétrico de 4,70 metros com seis lugares individuais em três filas.
- A Renault diz que é um estudo de design: não antecipa um modelo de série nem substitui o Espace atual.
- O ecrã OpenR Panorama, que vai de pilar a pilar, chegará primeiro aos Rafale e Scénic.
- A marca não divulgou a bateria, a autonomia nem a potência.

Numa altura em que quase todos os lançamentos são SUV, a Renault levou ao Salão de Paris um monovolume. O E-Space Concept é um protótipo elétrico de 4,70 metros que presta homenagem ao Espace de 1984, o carro que popularizou este formato na Europa, e que recupera a ideia de desenhar um automóvel a partir do espaço interior.

Convém não criar expectativas. A marca apresenta-o como um laboratório de ideias sobre design, modularidade e tecnologia. Não antecipa um modelo de produção e não vem substituir o Espace que está à venda. Também não há dados sobre a bateria, a autonomia ou a potência.

## Uma sala com seis lugares

O habitáculo tem seis bancos individuais, todos iguais, distribuídos por três filas sobre um piso completamente plano. Os da segunda fila rodam 180 graus e ficam virados para os de trás, como nos lugares em quadra dos comboios. Em alternativa, rebatem para formar uma mesa grande para quem vai na terceira fila. Os designers dizem ter-se inspirado mais em mobiliário do que em bancos de automóvel.

Pelo meio desliza uma consola comandada à distância, com purificador de ar, um pequeno frigorífico, comandos de jogos e até um quatro em linha. Os passageiros da segunda fila têm ecrãs de 12,3 polegadas nas costas dos bancos da frente, à maneira dos aviões. O tejadilho é de vidro e as janelas laterais descem abaixo da linha de cintura, para deixar entrar luz.

Nos materiais, a Renault trocou a madeira e a pele por marchetaria de palha colorida e pôs no chão uma alcatifa de lã com cerca de três centímetros de espessura.

## O que pode chegar aos carros de série

A peça com mais futuro é o OpenR Panorama, um ecrã curvo com 1,13 metros de largura e 11 centímetros de altura que vai de um pilar ao outro e ocupa o lugar do tabliê. Não é tátil. Os comandos fazem-se em dois ecrãs flexíveis mais pequenos e no volante, que funciona por fios, sem ligação mecânica às rodas. A Renault indica que o OpenR Panorama vai estrear-se nos seus modelos de gama mais alta, o Rafale e o Scénic.

Por fora, o concept mede 2,02 metros de largura e 1,67 de altura, assenta em jantes de 23 polegadas e mantém o perfil de uma só linha do original, com o para-brisas muito inclinado. Para Fabrice Cambolive, diretor-geral da marca, o E-Space leva para a era elétrica a filosofia dos carros para viver que a Renault associa ao Espace.
