# Tesla deixa de chamar Full Self-Driving ao sistema na Europa, que continua sem aprovação em Portugal

> Depois de o Ministério dos Transportes alemão considerar o nome enganador, a marca passou a vender o sistema como Tesla Assisted Driving nos sites europeus. A troca faz parte de um acordo para acelerar a aprovação na UE, que só deve ser votada em dezembro. Portugal não está entre os oito países que já o autorizam.

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- Categoria: Mobilidade
- Autoria: Redação
- Publicado: 15 de outubro de 2026
- Etiquetas: Tesla, Condução assistida, FSD, União Europeia

## Em resumo

- A 6 de outubro, o Ministério dos Transportes alemão disse que o nome FSD é algo enganador, porque o sistema não assume toda a condução.
- A Tesla ofereceu a nova designação, Tesla Assisted Driving, que já aparece nos seus sites europeus; nos EUA o nome mantém-se.
- O sistema está aprovado em oito países da UE: Países Baixos, Lituânia, Estónia, Dinamarca, Bélgica, Eslovénia, Chéquia e Croácia.
- A aprovação europeia exige o voto de pelo menos 15 dos 27 Estados com 65% da população, e a votação foi adiada para dezembro, no mínimo.
- Em Portugal o sistema não está aprovado, pelo que nada muda para já para os condutores de Tesla.

A Tesla deixou de usar o nome Full Self-Driving (FSD) para vender o seu sistema de assistência à condução na Europa. Nos sites europeus da marca, a funcionalidade passou a chamar-se Tesla Assisted Driving, e as antigas páginas do FSD redirecionam para a nova, segundo o Electrek e a CNBC. Nos Estados Unidos continua a ser vendida como Full Self-Driving (Supervised), por 99 dólares por mês. Em Portugal, onde o sistema ainda não foi aprovado, a mudança não tem efeitos práticos para já.

## Um nome considerado enganador

A troca nasceu na Alemanha. Num comunicado publicado a 6 de outubro, o Ministério Federal dos Transportes (BMV) escreveu que o nome FSD é "algo enganador", porque não se trata de um sistema que assume toda a tarefa de conduzir. O ministério descreve-o como uma assistência que ajuda a acelerar, travar e virar, com o condutor obrigado a manter a atenção em permanência e totalmente responsável pela condução. Foi a própria Tesla que propôs o novo nome, em reuniões com o ministro Steffen Bilger em setembro.

Em troca, o governo alemão compromete-se a defender uma aprovação rápida do sistema em toda a União Europeia. As duas partes acordaram ainda que o carro só poderá exceder o limite de velocidade em, no máximo, 10%. Segundo o Electrek, que cita a Reuters, a versão aprovada nos Países Baixos permite andar até 50% acima do limite detetado, pelo que a Tesla terá de alterar o software para cumprir esta condição.

O Electrek nota que, fora o nome, pouco mudou: a página alemã é uma tradução da americana e continua a afirmar que o sistema é sete vezes mais seguro do que um condutor humano, um número que a própria Tesla calcula face à média estimada nos EUA.

## Onde já se pode usar

O sistema está aprovado em oito países da União Europeia: Países Baixos, Lituânia, Estónia, Dinamarca, Bélgica, Eslovénia, Chéquia e Croácia. A Alemanha, a França, a Itália e a Espanha estão a analisá-lo, de acordo com o FSD Europe Tracker, um site independente que acompanha o processo. Portugal aparece como país sem aprovação.

Para ser autorizado em toda a UE, o sistema precisa do voto favorável de pelo menos 15 dos 27 Estados-membros, que representem 65% da população europeia. A votação, prevista para outubro, foi adiada e só deverá acontecer em dezembro, no mínimo. Segundo o Electrek, a França e a Suécia levantaram reservas por causa do excesso de velocidade.

## O que significa para Portugal

Quem tem um Tesla em Portugal continua sem poder usar esta função na via pública. Uma aprovação ao nível europeu valeria para toda a UE, Portugal incluído, mas depende de uma maioria que ainda não existe: segundo o FSD Europe Tracker, os oito países que já disseram sim somam 12,6% da população da União.

Há também vozes críticas. Ouvida pela CNBC, a especialista em sistemas autónomos Missy Cummings, da Universidade George Mason, considera que mudar o nome não chega para garantir que o sistema é seguro para uso alargado na Europa. A próxima data a acompanhar é a reunião europeia de dezembro.
