# Alertas de sismos do Android chegam a mais de 200 países: como funcionam em Portugal e onde se ligam

> Na noite em que um sismo de magnitude 4,2 foi sentido no Norte do país, a Google anunciou que o sistema de alertas do Android duplicou a cobertura e vai mostrar mais informação. Portugal está na lista, mas há um limite de magnitude e um pormenor nas definições que convém conhecer.

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- Categoria: Telemóveis
- Autoria: Redação
- Publicado: 17 de outubro de 2026
- Etiquetas: Android, Google, Sismos, Alertas de emergência

## Em resumo

- A Google alargou a 15 de outubro os alertas de sismos do Android de 98 para mais de 200 países e regiões; Portugal está na lista.
- O sistema usa os sensores de movimento dos próprios telemóveis Android para detetar o abalo e avisar antes de a vibração chegar.
- Os avisos só são enviados para sismos de magnitude 4,5 ou superior, em três níveis consoante a intensidade prevista no local.
- Os alertas vêm ligados por defeito e precisam de Wi-Fi ou dados móveis; desligam-se em Segurança e emergência, nas Definições.
- Nos próximos meses, o alerta intermédio vai mostrar um mapa da zona afetada e a magnitude estimada.

A Google anunciou na quinta-feira, 15 de outubro, que o sistema de alertas de sismos do Android passou a funcionar em mais de 200 países e regiões, contra 98 até agora. Na mesma noite, às 21h34, um sismo de magnitude 4,2 com epicentro em Espanha, a cerca de 70 quilómetros de Bragança, foi sentido em várias localidades do Norte e Centro de Portugal, segundo os dados do IPMA citados pelo Pplware. Portugal e Espanha constam da lista de países cobertos que a Google publica no Centro de Ajuda do Android.

## Como o telemóvel deteta um sismo

O sistema foi lançado em 2021 e, segundo a empresa, já enviou mais de mil milhões de alertas. Fora de três estados norte-americanos, onde recebe os dados de uma rede de sismógrafos, funciona com os acelerómetros dos próprios telemóveis Android. Quando um aparelho sente uma vibração compatível com um sismo, envia um sinal e uma localização aproximada aos servidores da Google, que cruzam os dados de muitos telemóveis para confirmar o abalo e avisar quem está mais longe do epicentro, antes de a onda chegar.

Os alertas só são enviados para sismos de magnitude 4,5 ou superior, o que deixa de fora abalos como o desta quinta-feira. Há três níveis. O mais leve, para tremores fracos, respeita o volume e o modo Não incomodar. O intermédio, para vibração percetível, pode passar por cima do Não incomodar. O mais urgente, para vibração moderada a forte, ocupa o ecrã todo, liga-o e toca um som alto, com instruções para te protegeres.

A novidade anunciada agora está no alerta intermédio: nos próximos meses vai mostrar um mapa com o raio onde foi detetada vibração, a magnitude estimada, o que deves fazer e um botão para saber mais sobre o sismo à medida que chega informação.

## Onde se ligam e desligam

Os alertas vêm ligados por defeito e precisam de Wi-Fi ou dados móveis ativos. Para confirmar, abre as Definições e entra em Segurança e emergência, onde fica a opção dos alertas de sismos; em alguns telemóveis aparece antes em Localização, nas definições avançadas. Se não quiseres que o teu telemóvel contribua para a deteção, a Google indica que basta desligar a precisão de localização da Google.

O sistema não é infalível. Em fevereiro de 2025, enviou um falso alarme no Brasil e foi desligado temporariamente nesse país, e a própria Google reconheceu que, no sismo de 2023 na Turquia, só 469 pessoas receberam o alerta mais urgente, segundo o 9to5Google. Em Portugal, os dados de cada sismo são publicados pelo IPMA, que tem um questionário online para quem sentiu o abalo de quinta-feira.
