# Primeiro telemóvel de uma criança: como pôr limites com o Family Link no Android e o Tempo de ecrã no iPhone

> As ferramentas da Google e da Apple deixam aprovar cada app, fixar horas de uso e escolher com quem a criança fala. Funcionam melhor se forem configuradas antes de o telemóvel chegar às mãos dela, e cada uma só controla aparelhos do seu próprio sistema.

- Publicação: MEGAzine (https://megazine.pt/)
- Endereço: https://megazine.pt/telemoveis/primeiro-telemovel-de-uma-crianca-como-por-limites-com-o-family-link-no-android
- Categoria: Telemóveis
- Formato: Guia
- Autoria: Redação
- Publicado: 29 de outubro de 2026
- Etiquetas: Controlo parental, Family Link, Tempo de ecrã, Android, iPhone

## Em resumo

- O Family Link cria e supervisiona contas Google de crianças com menos de 13 anos ou de outra idade mínima fixada no país.
- Os limites diários do Family Link bloqueiam o telemóvel quando o tempo acaba, mas a criança continua a poder atender chamadas e ligar para emergência.
- O Family Link não supervisiona iPhones, e as aprovações de compras só se aplicam ao que é pago pela faturação do Google Play.
- No iPhone, os controlos parentais vivem no Tempo de ecrã e exigem que a criança tenha conta Apple própria dentro da Partilha com a família.
- A Apple liga por omissão o Pedir para comprar e o Pedir para navegar nas crianças com menos de 13 anos.

Dar o primeiro telemóvel a uma criança costuma vir com uma lista de preocupações: apps que não são para a idade dela, compras por engano, horas a mais de ecrã e mensagens de desconhecidos. Tanto o Android como o iPhone têm controlos parentais que respondem a quase tudo isto, geridos a partir do telemóvel dos pais. A regra mais importante é a mesma nos dois: configura tudo antes de entregar o aparelho e cria uma conta própria para a criança, em vez de ela usar a tua.

## No Android, com o Family Link

A ferramenta da Google chama-se Family Link e é uma app que instalas no teu telemóvel. Serve para criar uma conta Google para uma criança com menos de 13 anos (ou a idade mínima definida no país) ou para pôr sob supervisão uma conta que ela já tenha. Para seres o responsável, precisas de ter mais de 18 anos, uma conta Google e viver no mesmo país que a criança. A app corre num Android 6.0 ou mais recente e também num iPhone com iOS 16 ou superior, mas a Google é clara num ponto: o Family Link não consegue supervisionar iPhones nem iPads.

Com a supervisão ativa, escolhes que apps a criança pode instalar, bloqueias as que já lá estão e restringes conteúdos para adultos no Google Play. As aprovações de compras só valem para o que é pago pela faturação do Google Play, por isso compras feitas dentro de outros sistemas de pagamento ficam de fora.

O tempo de ecrã controla-se em Tempo de ecrã, Limites de tempo, onde defines um limite diário diferente para cada dia da semana. Quando o tempo acaba, o telemóvel bloqueia: a criança deixa de receber notificações e de abrir apps, mas continua a poder atender chamadas e a ligar para emergência. Podes dar tempo extra no próprio dia sem mexer na programação. Se ligares a partilha de localização, passas a ver no Family Link onde está o telemóvel da criança.

## No iPhone, com o Tempo de ecrã

Na Apple, os controlos parentais fazem parte do Tempo de ecrã. Antes de começar, tens de configurar a Partilha com a família e criar uma conta Apple para a criança, que deve ser só dela. A partir daí, gere-se tudo no teu iPhone em Definições, Família, tocando no nome da criança.

O Pedir para comprar obriga a criança a pedir autorização para descarregar ou comprar apps, e o Pedir para navegar faz o mesmo com sites novos no Safari e noutros browsers compatíveis. Segundo a Apple, as duas funções vêm ligadas por omissão para menores de 13 anos, e o filtro de sites para adultos está ativo até aos 18. Em Contactos permitidos, decides com quem a criança fala nas Mensagens, no FaceTime e no Telefone, e podes exigir aprovação para cada contacto novo.

Há ainda horários de utilização para dias de semana e fins de semana, limites por categoria (jogos, redes sociais, entretenimento) e a Segurança na comunicação, que deteta nudez e violência em fotografias e vídeos recebidos ou enviados. Com o iOS 27, a Apple renovou estes controlos, mas para os usar todos os aparelhos do grupo familiar têm de estar atualizados. Quem não consiga atualizar todos pode manter a versão anterior do Tempo de ecrã.
