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Lua

Módulo lunar Griffin-1 passa nos testes da NASA e prepara-se para levar 455 kg ao polo sul da Lua

O módulo da Voyager Technologies aguentou vácuo, temperaturas de 75 °C a 100 graus negativos, vibrações e 153 decibéis no laboratório da NASA na Califórnia. Deve partir ainda este ano num Falcon Heavy, com o maior equipamento comercial alguma vez enviado à Lua: um rover.

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Técnicos de bata branca e touca guiam um módulo lunar coberto de isolamento prateado, suspenso por uma grua amarela, à entrada de uma grande câmara de testes
O Griffin-1 é colocado no simulador espacial do JPL, a 31 de agosto, para os testes de vácuo e temperatura. NASA/JPL-Caltech

O Griffin-1, o módulo de aterragem lunar da empresa norte-americana Voyager Technologies, concluiu a bateria de testes ambientais no Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA, no sul da Califórnia. A agência anunciou a 13 de outubro que os resultados mostram que a nave está pronta para aguentar a viagem até à Lua. A missão faz parte do programa CLPS, em que a NASA contrata empresas privadas para levar cargas à superfície lunar, e integra o plano da agência para montar uma base na Lua.

O lançamento está previsto para ainda este ano, num Falcon Heavy da SpaceX. O destino é a cratera Nobile, perto do polo sul lunar, para onde o Griffin-1 deve levar mais de 455 quilogramas de carga, o que o coloca na categoria de módulos de infraestrutura. A bordo seguem 10 experiências e demonstrações tecnológicas de seis países, entre elas o rover FLIP, da Astrolab, que a NASA descreve como a maior carga comercial alguma vez entregue na Lua.

Calor, frio, ruído e vibração

Os testes começaram em julho, depois de o módulo, com 1265 quilogramas, ter atravessado os EUA por estrada desde a fábrica da Voyager em Pittsburgh. Os engenheiros puseram-no a rodar numa mesa especial para medir a distribuição da massa e detetar oscilações inesperadas, dados essenciais para a navegação e para a aterragem. Numa câmara anecoica, forrada de espigões de espuma, confirmaram que os componentes eletrónicos não interferem uns com os outros.

Seguiu-se a parte mais dura. Numa mesa vibratória, com centenas de sensores, o Griffin-1 foi abanado em três direções com força crescente, para simular a subida num foguete. Numa câmara acústica selada, cornetas alimentadas a azoto comprimido atingiram-no com até 153 decibéis, para imitar o rugido do lançamento.

Duas semanas no simulador espacial

A última etapa decorreu no simulador espacial de 25 pés do JPL, uma câmara de vácuo com 26 metros de pé-direito por onde já passaram sondas como as do programa Voyager, o rover Perseverance e a Europa Clipper. Durante cerca de duas semanas, o módulo alternou entre 75 °C e 100 °C negativos, os extremos que deve enfrentar no espaço e à superfície da Lua.

Com os testes concluídos, o Griffin-1 voltou às instalações da Voyager para a montagem final. Segue-se a preparação para o lançamento e o transporte para Cabo Canaveral, na Florida. A NASA ainda não indicou uma data exata para a partida.

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