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Satélites Galileo de segunda geração vão poder mudar de sinal já em órbita: primeiro módulo passou nos testes

O sistema europeu de navegação que o teu telemóvel já usa vai ter satélites capazes de mudar os sinais que emitem depois de lançados. A Airbus testou o primeiro módulo e já tem seis satélites em montagem na Alemanha. A ESA promete sinais mais resistentes a interferências e mais precisos.

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Pavilhão industrial branco com vários satélites Galileo de segunda geração em fila, em suportes com rodas, em diferentes fases de montagem
Satélites Galileo de segunda geração em montagem na fábrica da Airbus em Friedrichshafen, na Alemanha. Airbus

O Galileo, o sistema europeu de navegação por satélite que o teu telemóvel já usa, está a preparar uma nova geração de satélites com uma peça que a Agência Espacial Europeia (ESA) descreve como o cérebro da nave. Trata-se do módulo que gera os sinais de navegação, e o primeiro exemplar acabou de passar todos os testes. Segundo a ESA, que divulgou o avanço a 20 de outubro, este gerador pode ser reprogramado depois de o satélite estar em órbita, para emitir sinais que hoje ainda não existem, o que o torna mais flexível do que o da primeira geração.

O que muda nos novos satélites

Num satélite de navegação, o gerador de sinais lê a hora exata dada pelos relógios atómicos a bordo e transforma-a nos sinais que os recetores na Terra usam para calcular a posição. Na segunda geração, conhecida por G2, o módulo consegue produzir vários tipos de sinal em tempo real e criar novos depois do lançamento. A ESA diz que isso vai permitir sinais mais robustos contra interferências, uma fixação mais rápida da posição e maior precisão. A agência acrescenta que a ideia é poder responder a necessidades que ainda não se conseguem prever.

Os satélites G2 trazem outras novidades. Vão ter propulsão elétrica, ligações diretas entre satélites, uma nova configuração de relógios atómicos e uma antena de navegação melhorada. São 12 no total: metade está a ser construída pela Airbus Defence and Space e a outra metade pela Thales Alenia Space.

Onde está a construção

O módulo que passou nos testes em Toulouse, em França, já regressou à fábrica da Airbus em Friedrichshafen, na Alemanha, onde há seis satélites G2 em diferentes fases de montagem. O próximo passo é juntá-lo ao módulo de radiofrequência, a parte que transmite os sinais, e testar o conjunto em 2027. Em Madrid, duas antenas de navegação passaram também por avaliação e devem ser em breve declaradas prontas para voar. A ESA prevê que todas estas peças se juntem no próximo ano, na integração completa do primeiro satélite destinado a ir para o espaço.

Para quem usa o telemóvel, a ESA lembra que o Galileo é hoje o sistema de navegação por satélite mais preciso do mundo e que todos os telemóveis vendidos no mercado único europeu têm de ser compatíveis com ele. O primeiro par de satélites G2 vai subir num foguetão Ariane 6, na missão Galileo L17, que só acontece depois de mais dois lançamentos para completar a primeira geração, segundo a agência europeia do programa espacial, a EUSPA. A data do primeiro lançamento da nova geração ainda não foi anunciada.

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