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Apple pede a quem usa o Chrome no Mac que mude para o Safari e promete até cinco horas a mais de bateria
A nova campanha "Stay on Safari" compara o browser da Apple com o da Google em bateria, velocidade e privacidade. Os números são da própria Apple e foram medidos em condições muito concretas. Vê o que foi testado, o que pesa a favor de cada um e como trocar de browser sem perder favoritos nem palavras-passe.

A Apple lançou uma campanha para convencer quem tem Mac a deixar o Google Chrome e passar a usar o Safari. Chama-se "Stay on Safari" e vive numa página do site norte-americano da empresa que compara os dois browsers lado a lado, com uma tabela onde o Chrome perde em todas as linhas. A campanha foi noticiada a 15 de outubro pelo Notebookcheck. Não há versão portuguesa da página: o endereço equivalente no site da Apple em Portugal não existe.
O que a Apple promete e como mediu
O argumento principal é a bateria. A Apple diz que o Safari permite até mais cinco horas de vídeo em streaming num Mac, com uma única carga, do que o Chrome. Afirma também que o seu browser carrega até 35% mais depressa os sites que visitas com frequência e que tem melhor desempenho em animações e em aplicações web pesadas.
As notas de rodapé explicam de onde vêm os números. Todos os testes foram feitos pela própria Apple em agosto de 2026, em MacBook Air de 15 polegadas com chip M5, 16 GB de memória e 512 GB de armazenamento, a correr uma versão do macOS ainda por lançar e uma versão de pré-lançamento do Safari 27. No teste de bateria foi reproduzido vídeo em 1080p por Wi-Fi, com o brilho do ecrã fixado num nível baixo. No de velocidade, a Apple usou cópias de 12 sites populares e uma rede simulada. Isto quer dizer que os ganhos podem ser bem diferentes num Mac mais antigo, noutros sites ou noutro tipo de uso, como reconhece a própria empresa ao avisar que o desempenho varia.
Privacidade, extensões e o resto da conta
Na privacidade, a Apple sublinha que o Safari bloqueia por defeito os cookies de terceiros e usa uma função de prevenção inteligente de rastreio (Intelligent Tracking Prevention) para dificultar que empresas sigam a tua navegação entre sites. Junta a isto o modo de leitura, os perfis separados (por exemplo, pessoal e trabalho), o controlo de distrações, que esconde elementos de uma página e se lembra da escolha, e a reprodução de vídeo em 4K HDR no YouTube e na Netflix num monitor compatível.
O Chrome continua a ter trunfos que a página não menciona. Como lembra o Notebookcheck, tem um catálogo de extensões muito maior e sincroniza com Windows e Android, o que conta para quem alterna entre um Mac e um PC ou usa um telemóvel Android. O Safari só existe em macOS, iOS e iPadOS, e no Windows a Apple oferece apenas uma extensão do iCloud para sincronizar favoritos.
Se quiseres experimentar, a Apple diz que o Safari pode importar os favoritos e as palavras-passe guardadas no Chrome, automaticamente quando o abres pela primeira vez ou mais tarde, à mão. Para o tornares o browser predefinido no Mac, abre as Definições do Sistema, entra em Secretária e Dock e escolhe o Safari na opção do browser predefinido. No iPhone, o caminho é Definições, Apps, Safari, app de browser predefinida.



