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Disco cheio no Windows 11? Como libertar espaço sem instalar programas de limpeza

Pouco espaço livre deixa o computador mais lento e pode travar as atualizações do Windows. O sistema já traz o que precisas para resolver o problema: recomendações de limpeza, um sensor que trabalha sozinho e opções para tirar ficheiros do disco sem os perder. Vê o que apagar e o que convém manter.

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Portátil Dell aberto numa secretária branca, com o ecrã de bloqueio do Windows a mostrar uma praia e as horas
Imagem de arquivo. Adam Sondel / Pexels

Quando o disco do computador está quase cheio, o Windows começa a dar sinais: fica mais lento e, segundo a própria Microsoft, pode deixar de conseguir instalar atualizações, incluindo as de segurança. Para saber em que ponto estás, abre o Explorador de Ficheiros e escolhe Este PC, à esquerda: o espaço livre aparece em Dispositivos e unidades. Se a barra de capacidade em Definições, Sistema, Armazenamento estiver vermelha, o Windows já considera que tens pouco espaço. A boa notícia é que não precisas de instalar nenhum programa de limpeza, porque as ferramentas certas já vêm no sistema.

Começa pelas Recomendações de limpeza

O primeiro sítio a visitar é Definições, Sistema, Armazenamento, Recomendações de limpeza. Aí, o Windows separa o que pode ser removido em quatro grupos: ficheiros temporários, ficheiros grandes ou não utilizados, ficheiros sincronizados com a cloud e aplicações que não usas. Para cada grupo indica quanto espaço vais ganhar, e só tens de escolher o que sai e carregar em Limpar.

Atenção a um caso especial. Se atualizaste o Windows há menos de 10 dias, a versão anterior aparece como ficheiro de sistema que podes eliminar, guardada na pasta Windows.old. Apagá-la liberta bastante espaço, mas a Microsoft lembra que a operação não pode ser anulada: deixas de poder voltar à versão antiga se alguma coisa correr mal com a nova.

Deixa o Sensor de Armazenamento trabalhar sozinho

O Sensor de Armazenamento faz uma limpeza automática de ficheiros temporários e do conteúdo da Reciclagem. Vem desligado por defeito, embora o Windows o possa ligar sozinho (e avisar-te) se o disco ficar com pouco espaço. Para o ativar, vai a Definições, Sistema, Armazenamento e liga o interruptor. Ao entrares na opção podes escolher a frequência com que corre e, à parte, ao fim de quanto tempo apaga o que está na Reciclagem e os ficheiros da pasta Transferências que não abres há algum tempo.

Há limites a conhecer. O sensor só atua na unidade do sistema, normalmente a C:, e nunca toca na pasta Transferências nem nos ficheiros do OneDrive se não o configurares para isso. No caso do OneDrive, pode transformar os ficheiros que não abres há muito em ficheiros só online, sem os apagar: desde o Windows 11 versão 22H2, o prazo predefinido é de 30 dias. Os que marcares para manter sempre no dispositivo ficam de fora.

Move o que não queres apagar

Vídeos, fotografias e música costumam ser o que mais pesa. No Explorador de Ficheiros, abre uma pasta como Vídeos ou Transferências, muda a vista para Detalhes e ordena por tamanho para ver os maiores primeiro. O que não precisas pode ir para o lixo (esvazia depois a Reciclagem) e o que queres guardar mas raramente usas pode passar para uma pen USB ou um cartão SD. Nas definições de armazenamento avançadas consegues ainda indicar outra unidade para gravar conteúdo novo.

Se mesmo assim o Windows disser que falta espaço para uma atualização de funcionalidades, a Microsoft explica que podes usar um dispositivo de armazenamento externo para concluir a instalação.

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