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Portáteis

Googlebook: os portáteis com Android da Google já estão à venda em sete países, mas não em Portugal

São feitos pela Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo, começam nos 899 dólares e prometem dez anos de atualizações. A nova categoria de portáteis da Google junta Android e ChromeOS e foi pensada para trabalhar com o telemóvel. Por cá, ainda não há data.

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Ecrã de um portátil Googlebook com uma aplicação de edição de vídeo aberta e a barra de aplicações em baixo
Os Googlebook correm aplicações Android adaptadas a ecrãs grandes, como o editor de vídeo CapCut. Google

A Google tem uma nova categoria de portáteis, e já está nas lojas de sete países. Os Googlebook chegaram às prateleiras a 4 de outubro nos Estados Unidos e, no dia seguinte, no Canadá, no Reino Unido, na Irlanda, em França, na Alemanha e na Austrália. Portugal ficou de fora desta primeira vaga e a empresa não disse quando alarga a lista.

A primeira geração tem modelos de cinco fabricantes: Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo. Os preços começam nos 899 dólares. O anúncio da Google não indica valores em euros.

Nem Chromebook nem portátil Android

O Googlebook OS assenta na base tecnológica do Android e vai buscar ao ChromeOS a parte de ambiente de trabalho. Na prática, corre o Chrome completo, com extensões, e aplicações Android adaptadas a ecrãs grandes, entre elas o Photoshop, o Lightroom e o CapCut. Há ainda um terminal e um ambiente Linux isolado, a pensar em programadores. A Google promete atualizações durante um máximo de dez anos.

A ligação ao telemóvel é o argumento principal. Ao iniciar sessão, o portátil recebe as definições, as palavras-passe guardadas, as redes Wi-Fi e as mensagens do telemóvel Android. Dá para retomar no computador o que se estava a fazer no telemóvel, abrir os ficheiros e as fotografias dele e até transmitir uma aplicação do telemóvel para uma janela, por exemplo para ir buscar um código de autenticação.

O assistente Gemini está em todo o lado. Abanando o cursor aparece o Magic Pointer, que deixa fazer perguntas sobre o que está no ecrã. O Rambler transforma notas ditadas em texto organizado, e outra função cria widgets para o ambiente de trabalho a partir de uma descrição. A Google garante que o Gemini só atua quando lhe pedem e que pode ser desligado.

O hardware e as ofertas

Os primeiros modelos usam processadores da Intel e da Qualcomm com unidades dedicadas a inteligência artificial, têm ecrãs táteis que chegam ao OLED de 2,8K e anunciam até 14 horas de bateria. As caixas são de alumínio, liga de magnésio ou fibra de carbono.

Cada Googlebook inclui 12 meses do plano Google AI Pro, com 5 TB de armazenamento na nuvem, três meses de YouTube Premium e de Photoshop e um ano do serviço de jogos em streaming GeForce NOW.

Para o leitor português, a questão prática é o teclado e a garantia. Importar um modelo de França ou da Alemanha é possível, mas significa ficar com a disposição de teclas desses países. O mais sensato é esperar pelo anúncio para o mercado nacional.

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