Kindle
Kindles de 2026 já não vêm colados: a bateria sai com quatro parafusos e o leitor avisa quando está gasta
A nova geração de leitores de livros da Amazon já não vem colada: a tampa sai à unha nos modelos de plástico e a bateria está presa por parafusos. Os aparelhos passam também a avisar quando a bateria perde capacidade ou não é original. Os Paperwhite e Colorsoft começam a ser entregues a 28 de outubro.

Os leitores de livros eletrónicos que a Amazon apresentou no início de outubro trazem uma mudança que a empresa quase não mencionou no lançamento: a bateria pode ser trocada pelo próprio dono. Segundo o site especializado Good e-Reader, isto vale para toda a linha de 2026, ou seja, o Kindle básico, o Kindle Paperwhite, o Kindle Colorsoft e as versões Signature Edition. As gerações anteriores tinham a caixa colada, o que tornava a troca da bateria um trabalho para técnicos.
Como se abre e o que avisa o Kindle
Nos modelos com traseira de plástico, a tampa não tem parafusos e sai com a unha ou com uma palheta de guitarra. Lá dentro, a bateria está presa à estrutura por quatro parafusos Phillips. Nas versões com traseira de alumínio, é preciso tirar antes dois pequenos parafusos hexagonais na parte de baixo do aparelho. O Good e-Reader diz ainda que o software dos novos Kindle inclui códigos QR que levam a instruções oficiais e a kits de substituição aprovados.
A Amazon publicou uma página de ajuda dedicada à bateria. No aparelho, o caminho é Definições, Opções do dispositivo, Bateria, Informações da bateria, onde aparece um de três estados: normal, capacidade limitada (a bateria está a chegar ao fim) ou bateria incompatível, quando foi instalada uma peça não original. Como nota o Android Police, a página não diz com todas as letras que a bateria é substituível pelo utilizador, mas a construção dos aparelhos aponta nesse sentido.
Porque mudou agora
A Amazon antecipa-se a uma regra europeia. O artigo 11.º do Regulamento das Baterias da União Europeia, que obriga a que as baterias portáteis possam ser retiradas e substituídas pelo utilizador final, aplica-se a partir de 18 de fevereiro de 2027, segundo as orientações publicadas pela Comissão Europeia. A regra prevê exceções, por exemplo para aparelhos pensados para estar regularmente em contacto com água. O Paperwhite e o Colorsoft são à prova de água (IPX8) e, mesmo assim, seguem o mesmo desenho.
Para quem lê muito, a bateria é normalmente a primeira peça a ceder num leitor que, de resto, pode durar muitos anos. Com a troca em casa, o aparelho deixa de ir para o lixo por causa de uma autonomia que encolheu.
Disponibilidade em Portugal
Portugal não consta da lista oficial de países do lançamento, mas a Amazon Espanha envia para cá, como lembra o 4gnews. Antes de comprares, confirma portes, prazo de devolução e garantia. Segundo o mesmo site, os preços praticados para Portugal rondam os 178 euros no Kindle de 16 GB, 198 euros na versão de alumínio com 32 GB, 234 euros no Paperwhite e 265 euros no Paperwhite Signature Edition. O Kindle básico já está à venda; o Paperwhite e o Colorsoft estão em pré-venda e começam a ser entregues a 28 de outubro, segundo o Notebookcheck. A Amazon ainda não indica preço nem disponibilidade em Portugal para as baterias de substituição.



