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Power bank no avião: só dois por pessoa, nunca no porão e proibido carregar durante o voo

As regras internacionais apertaram em março e a TAP já as aplica: há limite de unidades, de capacidade e de uso a bordo. O problema é que quase todas as baterias externas indicam a capacidade em mAh e as companhias aéreas contam em Wh. Explicamos como fazer a conta antes de ires para o aeroporto.

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Telemóvel preto encostado a uma bateria externa preta, ligados por um cabo cor de laranja, sobre uma mesa de madeira
Imagem de arquivo. Eleonora Vokueva / Pexels

A bateria externa tornou-se um acessório obrigatório em viagem, mas é também um dos objetos mais vigiados a bordo. Em março, a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) apertou as regras para as baterias de lítio que os passageiros levam consigo, para responder ao que descreve como riscos emergentes. Se tens uma viagem marcada, convém saber o que mudou e verificar a tua bateria antes de chegares ao controlo de segurança.

O que diz a regra internacional

A ICAO anunciou a 27 de março de 2026 duas mudanças, que entraram em vigor nesse mesmo dia: cada passageiro passa a poder levar no máximo dois power banks e fica proibido de os recarregar durante o voo. As tripulações continuam a poder transportar e usar este tipo de baterias quando o funcionamento do avião o exige. A alteração foi feita às instruções técnicas para o transporte aéreo de mercadorias perigosas, aprovada pelos 36 países do Conselho da ICAO e enviada aos 193 Estados membros.

Muitas companhias já tinham avançado antes com regras próprias. A ICAO fixa o mínimo comum, mas cada transportadora pode ser mais exigente, por isso a página da companhia com que voas é sempre a referência final.

As regras da TAP

A TAP publica as condições na página de artigos perigosos do seu site. Cada passageiro pode levar apenas dois power banks com baterias de lítio, e cada um não pode passar dos 100 Wh. Viajam obrigatoriamente na bagagem de mão: na bagagem de porão são proibidos. A companhia acrescenta que não podem ser usados nem carregados em qualquer fase do voo, o que significa que não podes carregar o telemóvel na bateria externa durante a viagem.

A TAP pede ainda que as baterias fiquem arrumadas debaixo do assento da frente ou na bolsa do assento. Devem ir na embalagem original ou numa bolsa protetora, e os terminais que fiquem à vista devem ser tapados com fita isoladora, para evitar curto-circuitos com chaves ou moedas.

Como saber se a tua bateria passa

A maioria das baterias externas indica a capacidade em miliampere-hora (mAh), mas o limite das companhias é em watt-hora (Wh). Algumas trazem o valor em Wh impresso na caixa ou no próprio aparelho, e esse é o número que conta. Se só tiver mAh, a conta é simples, como explica o 4gnews: multiplica a capacidade pela tensão das células, normalmente 3,7 volts, e divide por mil.

  • 10.000 mAh: cerca de 37 Wh.
  • 20.000 mAh: cerca de 74 Wh.
  • 30.000 mAh: cerca de 111 Wh, acima do limite de 100 Wh da TAP.

As baterias de 10.000 e 20.000 mAh, as mais comuns, ficam folgadamente abaixo dos 100 Wh. Os modelos maiores, pensados para portáteis, merecem confirmação. Se o teu voo for noutra companhia, procura na secção de bagagem do site a página de artigos perigosos ou de baterias de lítio, porque os limites para modelos entre 100 e 160 Wh e as autorizações prévias variam de transportadora para transportadora.

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