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Empresas portuguesas estão entre as que menos usam agentes de IA no ChatGPT, segundo a OpenAI
Um relatório da OpenAI mede quanto do trabalho feito com o ChatGPT nas empresas europeias já passa por agentes que executam tarefas sozinhos. Em Portugal, a fatia fica nos 29%, a terceira mais baixa da União Europeia, e o tema que mais distingue os utilizadores portugueses é a saúde.

As empresas portuguesas que pagam o ChatGPT ainda o usam sobretudo para conversar e pouco para delegar tarefas. É o que mostra o relatório "Europe's Agentic Opportunity", publicado a 14 de outubro pela equipa de investigação económica da OpenAI. O estudo mede que parte do texto gerado nas contas ChatGPT Enterprise e Business vem de agentes, as ferramentas que planeiam e executam um trabalho até ao fim em vez de se limitarem a responder. Em setembro, essa fatia era de 29% em Portugal, uma das mais baixas dos 27.
Metade do trabalho já passa por agentes
No conjunto da União Europeia, a mudança foi rápida. Segundo a OpenAI, no fim de setembro o Codex, a ferramenta de programação, e o ChatGPT Work, lançado em julho, já respondiam por 55% do texto produzido pelas empresas clientes, contra 45% do ChatGPT tradicional. O relatório recorda também que, em 2025, 20% das empresas europeias com pelo menos dez trabalhadores usavam IA, quando um ano antes eram 13,5%.
As diferenças entre países são grandes. A Lituânia lidera com 85%, seguida de Chipre (81%) e Hungria (79%). Portugal aparece com 29%, logo abaixo de Espanha (30%), e só a Áustria (26%) e a Eslovénia (22%) ficam atrás. A OpenAI nota que países pequenos, como Chipre, Estónia e Lituânia, têm um uso de agentes relativamente intenso nas empresas maiores.
Pequenas empresas e o que se pergunta em Portugal
O relatório olha à parte para as pequenas e médias empresas, que define como as que têm até 200 utilizadores. Desde maio, o número de utilizadores semanais de agentes nestas empresas multiplicou-se por 8,1 na média europeia, com a Bélgica à frente (12,1). Em Portugal o fator foi de 6,5, igual ao da Polónia. Todos os países ficaram acima de cinco, e a Finlândia fecha a lista com 5,1.
Há ainda um mapa com a tarefa de trabalho que mais distingue cada país, calculada a partir de uma amostra de mensagens do terceiro trimestre enviadas por utilizadores dos planos Free, Go, Plus e Pro. Em Portugal, o destaque vai para a pesquisa de questões de saúde. Na Alemanha é ensinar matérias académicas, e nos Países Baixos preparar planos de negócio ou de marketing.
O que os números não dizem
Os dados vêm da própria OpenAI e cobrem só os seus clientes, por isso não medem o uso de IA nas empresas portuguesas em geral, nem o de ferramentas concorrentes. A empresa conclui que a Europa tem de passar da experimentação a um uso mais profundo: as empresas europeias valem só cerca de 10% das que mais usam IA por trabalhador no mundo, contra 65% na América do Norte. O relatório completo, com os valores de cada um dos 27 países, está disponível em PDF no site da OpenAI.



