Google Play
Google Play ganha desafios de 48 horas e perguntas da comunidade; apps pessoais com IA ficam para depois
A loja de aplicações do Android recebeu a 13 de outubro um pacote de novidades. Os Sprints e as publicações da comunidade chegam já a todos os mercados, mas as funções mais vistosas, como criar a tua própria app com IA ou o Game Finder, arrancam nos Estados Unidos.

A Google anunciou esta terça-feira, 13 de outubro, um conjunto de novidades para o Google Play, a loja de aplicações e jogos do Android. Há funções que ficam disponíveis de imediato em todo o lado e outras, mais ambiciosas, que começam apenas em alguns países. Para quem usa a loja em Portugal, a parte que chega já é a dos jogos.
O que podes usar já
Os Sprints são a novidade mais direta. Segundo a Google, são pequenos desafios de 48 horas em que grupos de dois a cinco jogadores competem entre si, e começaram a ser distribuídos a 13 de outubro em todos os mercados. Junta-se a isto o Play Fest, uma semana de campanhas ligadas ao programa de pontos Google Play Points, com multiplicadores de pontos, ofertas dentro dos jogos e sorteios.
As páginas dos jogos passam a ter publicações da comunidade, um espaço para fazer e responder a perguntas sobre cada título. A Google diz que a função está disponível em todos os jogos e em todas as línguas, com tradução automática, e que nas próximas semanas os estúdios poderão publicar ali anúncios oficiais. A empresa anunciou também as Game Playlists, coleções de jogos organizadas por cada utilizador, que mais tarde vão poder ser partilhadas.
O assistente Ask Play, que responde a perguntas sobre aplicações, passa a gerar comparações entre apps, com as diferenças principais e a opinião dos utilizadores. O anúncio dá a novidade como disponível a partir de 13 de outubro, sem especificar países ou línguas, pelo que pode não aparecer já na loja portuguesa.
O que arranca noutros países
A novidade com mais potencial fica, por agora, fora do alcance. A Google vai permitir que qualquer pessoa crie uma aplicação Android no Google AI Studio, descrevendo o que quer à IA, e a instale no seu próprio telemóvel através do Google Play, sem conta de programador. Estas apps pessoais ficam privadas e separadas do catálogo público. O lançamento começa em mercados selecionados, entre os quais os Estados Unidos, e só para maiores de 18 anos; o anúncio não menciona Portugal.
Nos próximos meses, segundo a empresa, será possível partilhar essas apps com um círculo próximo de amigos e familiares. Quem quiser publicá-las para todos terá de passar para uma conta profissional de programador e pelas mesmas verificações de segurança e qualidade das restantes aplicações.
O Game Finder segue o mesmo caminho. A ferramenta recomenda jogos a partir do Gamer DNA, um perfil construído com a forma como jogas e as preferências que indicas, e está disponível em inglês para utilizadores nos Estados Unidos, com mais mercados prometidos para breve. A integração da loja nas conversas do Gemini também não tem data: a Google diz apenas que chegará em breve a todos os utilizadores do assistente.
Jogos de PC e contas de menores
A Google está a levar para a loja títulos conhecidos do PC, como Dave the Diver e Warhammer 40,000: Boltgun, jogáveis no telemóvel Android e no computador com gravações guardadas na nuvem. As Game Trials, que deixam experimentar jogos pagos completos durante um período limitado antes da compra, estendem-se também aos jogos de PC.
Para as famílias, a app Family Link passa a permitir que os pais partilhem com as aplicações a faixa etária da criança, para que estas adaptem a experiência à idade recebendo apenas a informação mínima necessária. A Google não indicou quando as apps pessoais e o Game Finder chegam a Portugal.



