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Podcasts no Spotify já podem cobrar subscrição em Portugal: paga-se à parte do Premium e o preço é de cada um
Os criadores de podcasts já podem cobrar uma mensalidade aos ouvintes mais fiéis em troca de episódios exclusivos, acesso antecipado ou menos publicidade. Portugal está entre os 34 mercados da primeira fase, mas o preço é decidido por cada programa e o Premium não o inclui.

Os podcasts que ouves no Spotify passam a poder ter uma área só para quem paga. A empresa começou a lançar esta terça-feira, 20 de outubro, as subscrições de podcasts, a que chama Memberships, em 34 mercados, e Portugal está na lista da primeira fase. Cada criador decide o que oferece a quem paga e quanto cobra. Para o ouvinte, a principal diferença é que estes conteúdos ficam dentro da app, ao lado dos episódios gratuitos, em vez de numa plataforma externa.
O que pagas e o que recebes
Segundo o Spotify, as subscrições estão abertas tanto a quem usa a versão gratuita como a quem tem Premium, e aparecem na página de cada programa que aderir. O Premium não inclui estas subscrições: são pagas à parte, a cada podcast. Os benefícios variam de programa para programa e podem incluir episódios extra em áudio ou vídeo, acesso antecipado, menos anúncios ou acesso ao arquivo. Um mesmo podcast pode ter vários níveis, com preços e vantagens diferentes.
Quem subscreve ganha também um distintivo de membro, que aparece quando comenta os episódios, e os criadores podem gravar pequenos vídeos de boas-vindas para os novos membros. O Spotify fala num processo de pagamento simplificado, mas não explica como é feito. Segundo o TechCrunch, citado pelo 4gnews, a compra é feita pela web e não através das compras dentro da aplicação. Depois de pagares, o conteúdo exclusivo fica disponível na app.
O que ganham os criadores
Os criadores ficam com 90% da receita das subscrições, diz a empresa. Têm ainda ferramentas para promover a subscrição, oferecer períodos de experiência gratuitos e ver o que está a trazer novos membros. Podem também exportar os dados dos membros, incluindo os contactos de quem aceitar partilhá-los, o que lhes permite falar com os fãs fora do Spotify.
Os requisitos de entrada são baixos. O programa tem de estar alojado no Spotify for Creators ou no Megaphone e ter pelo menos três episódios publicados e, nos 30 dias anteriores, 100 ouvintes ou espectadores e 100 horas de consumo no Spotify. A funcionalidade tinha sido mostrada no Investor Day da empresa, em maio, e soma-se à publicidade, aos patrocínios e ao Spotify Partner Program como forma de os criadores ganharem dinheiro.
Em Portugal
Os programas que o Spotify apresenta no arranque são todos de língua inglesa, entre eles Making Sense with Sam Harris, The Shawn Ryan Show e 12 podcasts da rede YMH Studios. Não há, para já, nenhum podcast português anunciado com subscrição, e como o preço é fixado por cada criador, não existe um valor de referência para cá. Se acompanhas um programa português alojado no Spotify for Creators, é na página desse podcast que a opção vai aparecer, caso o autor a ative.



