Spotify
Spotify chega aos 306 milhões de assinantes e ganha mais por cliente graças às subidas de preço
A plataforma de música fechou o terceiro trimestre com 788 milhões de utilizadores e receitas de quase 5.000 milhões de euros. A receita média por assinante subiu 9,3% num ano, para 4,95 euros, e a empresa conta somar mais 10 milhões de assinantes até dezembro.

O Spotify fechou o terceiro trimestre de 2026 com 306 milhões de assinantes Premium, mais 9% do que um ano antes e mais seis milhões do que no fim de junho. Contando também quem usa a versão gratuita, com anúncios, a plataforma chegou aos 788 milhões de utilizadores mensais, uma subida de 11%. Os números foram divulgados a 22 de outubro, e a empresa diz que cresceu em todas as regiões, incluindo a Europa.
Mais dinheiro por assinante
As receitas somaram 4.969 milhões de euros entre julho e setembro, mais 16% do que no mesmo período de 2025. A maior parte veio das assinaturas, com 4.487 milhões, enquanto a publicidade rendeu 482 milhões. O lucro operacional ficou nos 672 milhões de euros e a margem bruta subiu para 33%.
O dado que mais toca a quem paga é a receita média por assinante, que subiu 9,3%, para 4,95 euros (ou 7,5% sem o efeito das variações cambiais). Na apresentação aos investidores, o Spotify atribui esse aumento sobretudo aos benefícios das subidas de preço, em parte compensados pela combinação de planos e mercados. O valor é uma média mundial de todos os planos e países, por isso não corresponde ao preço de nenhuma assinatura em concreto. A empresa não detalhou, nos documentos de resultados, em que países mexeu nos preços durante o trimestre.
O que vem a seguir
Para os últimos três meses do ano, o Spotify espera chegar aos 316 milhões de assinantes e aos 818 milhões de utilizadores, com receitas de 5.200 milhões de euros. No balanço do trimestre, a empresa destaca a expansão dos audiolivros de 22 para mais de 180 mercados até ao fim de 2026, com mais de 350 mil títulos em várias línguas, incluindo português.
Algumas novidades continuam limitadas a poucos países. As contas geridas, que dão às crianças até aos 13 anos um espaço próprio controlado pelos pais, passaram a estar disponíveis tanto no plano gratuito como no Premium, em mercados como os Estados Unidos, o Reino Unido, a Austrália, a França, a Alemanha e os Países Baixos. Portugal não aparece nessa lista. O Perfil de Gosto, que mostra como o Spotify interpreta os teus gostos e deixa corrigi-lo para mudar as recomendações, só existe para já nos Estados Unidos, para assinantes Premium com mais de 18 anos.



