Saltar para o conteúdo

Carregamento

IONITY lança app em Portugal com subscrições que baixam o carregamento rápido para 0,37 euros por kWh

A rede de carregadores ultrarrápidos criada por vários fabricantes de automóveis passa a ter cá a sua aplicação, com pagamento por Apple Pay ou Google Pay e quatro planos de preço fixo. Fizemos as contas para perceber a partir de quantos kWh por mês compensa subscrever.

Por · 2 min de leitura
Partilhar
Fila de carregadores rápidos IONITY brancos com iluminação lilás, num parque de estacionamento ao fim da tarde
Uma estação de carregamento ultrarrápido da IONITY. IONITY

A IONITY, rede europeia de carregamento ultrarrápido, passou a disponibilizar em Portugal a sua aplicação móvel, acompanhada de planos de subscrição mensais e anuais. A novidade foi noticiada pelo Echoboomer a 13 de outubro. A app não substitui os cartões de carregamento nem as aplicações de outros operadores que já funcionam nos postos da marca: soma-se a eles como mais uma forma de iniciar e pagar uma sessão.

A IONITY foi criada por fabricantes de automóveis, entre os quais o grupo BMW, a Mercedes-Benz, a Ford, o Hyundai Motor Group e o grupo Volkswagen, e diz estar presente em 23 mercados.

O que faz a aplicação

A app mostra as estações da rede, com fotografias de cada local e a disponibilidade dos carregadores em tempo real. Permite planear uma viagem com paragens para carregar e enviar o percurso para a aplicação de navegação que preferires. Durante a carga, mostra o progresso e envia uma notificação quando a bateria chega aos 80%.

A sessão pode ser iniciada e terminada na própria app ou lendo o código QR do carregador. O pagamento faz-se com cartão de crédito, Apple Pay ou Google Pay, e as faturas ficam guardadas no histórico. Segundo a IONITY, quem carrega pela app paga automaticamente um pouco menos por kWh do que quem paga no posto sem registo.

Os preços em Portugal

A página de subscrições da IONITY indica estes valores mínimos para Portugal, com IVA incluído:

  • Pagamento no posto por código QR, sem registo: desde 0,63 euros por kWh
  • App, sem subscrição: desde 0,59 euros por kWh
  • IONITY Motion: 5,99 euros por mês e 0,44 euros por kWh
  • IONITY Power: 11,99 euros por mês e 0,37 euros por kWh
  • IONITY Motion 365: 59,99 euros por ano e 0,46 euros por kWh
  • IONITY Power 365: 119,99 euros por ano e 0,38 euros por kWh

Os planos mensais podem ser cancelados até à data de faturação seguinte e os anuais não se renovam sozinhos. As tarifas aplicam-se também nos postos da ChargeLeague, a aliança de operadores de que a IONITY faz parte. A empresa avisa que são preços mínimos: o valor cobrado pode ser superior em alguns carregadores e pode mudar a qualquer momento.

Quando compensa subscrever

Feitas as contas com os preços acima, o Motion começa a compensar face à app sem subscrição a partir de cerca de 40 kWh carregados por mês na rede. No Power, o ponto de equilíbrio sobe para perto de 55 kWh mensais, e só passa a ser mais barato do que o Motion acima dos 85 kWh por mês, aproximadamente.

Na prática, os planos interessam sobretudo a quem faz viagens longas com frequência ou não tem onde carregar em casa. Para quem usa um posto rápido só de vez em quando, a app sem mensalidade já poupa quatro cêntimos por kWh em relação ao pagamento direto no carregador.

Partilhar

Newsletter

O essencial da tecnologia, em português, na tua caixa de correio. Deixa o teu email e recebes a primeira edição.

Artigos relacionados

Mais em Mobilidade

Mais lidas nos últimos 7 dias

  1. Inteligência ArtificialSAP compra a TechWolf para pôr a IA a mapear as competências de quem trabalha
  2. MobilidadeMetro de Lisboa com o cartão bancário: quanto custa a viagem e os erros que te fazem pagar a mais
  3. GadgetsHuawei Watch D3, relógio que mede a tensão arterial com uma bolsa de ar, chega a Portugal a 26 de outubro
  4. TelemóveisXiaomi 12T e 12T Pro deixam de receber atualizações de segurança; Redmi 13C e POCO C65 seguem em novembro
  5. Internet e AppsVodafone contesta saída forçada da Huawei da rede de transporte e avisa que a troca obriga a cortes de serviço