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Mercedes-Benz

Mercedes EQS já pode ser encomendado com direção sem ligação mecânica: opção custa 3.100 euros em Portugal

No EQS com steer-by-wire, o volante deixa de estar ligado às rodas por uma coluna de direção: tudo passa por sensores e cabos elétricos. O volante em forma de yoke só precisa de 170 graus de um extremo ao outro, e a Mercedes garante que há um sistema de reserva se algo falhar.

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Interior do Mercedes-Benz EQS com o volante compacto em forma de yoke, o ecrã central à direita e montanhas vistas pelo para-brisas
O volante em forma de yoke que acompanha a direção steer-by-wire no EQS. Mercedes-Benz

O Mercedes-Benz EQS Limousine, o topo de gama elétrico da marca, já pode ser encomendado com direção steer-by-wire, um sistema em que o volante deixa de ter ligação mecânica às rodas dianteiras. Em Portugal, o equipamento é opcional e custa 3.100 euros com IVA, ou 2.520,33 euros sem IVA, segundo o comunicado que a Mercedes-Benz Portugal divulgou a 13 de outubro. A marca diz ser o primeiro fabricante alemão a pôr esta tecnologia num automóvel de passageiros produzido em série. A Tesla e a Lexus já vendem sistemas do mesmo género, como nota a ArenaEV.

Como funciona a direção por fios

Num carro convencional, o volante está ligado às rodas por uma coluna de direção, mesmo quando há assistência elétrica. No steer-by-wire, essa ligação física desaparece: sensores medem o que fazes ao volante e unidades de controlo transmitem a ordem, por via elétrica, ao mecanismo que vira as rodas. Como não há peças a obrigar a uma relação fixa, a marca pode ajustar quanto as rodas viram consoante a velocidade e a situação.

A consequência mais visível está no próprio volante. No EQS, basta rodá-lo 170 graus para ir de um extremo da direção ao outro, por isso deixas de ter de cruzar ou reposicionar as mãos para estacionar ou fazer inversões de marcha. Daí a mudança para um volante compacto, em forma de yoke, aberto em cima, que segundo a marca melhora a visibilidade do painel de instrumentos e facilita entrar e sair do carro. A Mercedes afirma ainda que o sistema filtra as vibrações causadas por pisos irregulares, que antes chegavam às mãos do condutor.

O pacote vendido em Portugal inclui a direção do eixo traseiro, que vira as rodas de trás até 10 graus. A baixa velocidade ajuda nas manobras e, em andamento mais rápido, as rodas traseiras viram no mesmo sentido das dianteiras, o que a marca associa a maior estabilidade.

E se o sistema falhar?

É a pergunta óbvia quando não há nada mecânico entre as mãos e as rodas. A resposta da Mercedes passa pela redundância: há sensores de alta precisão, unidades de controlo e dois caminhos de sinal independentes, para que a capacidade de virar se mantenha mesmo com uma avaria. No cenário que a marca considera extremamente improvável, de falha total, o controlo lateral do carro continua a ser apoiado pela direção do eixo traseiro e por travagens seletivas de cada roda através do ESP.

Segundo a informação divulgada em abril, quando a tecnologia foi anunciada, o sistema acumulou mais de um milhão de quilómetros de testes em bancada, pista e estrada. O formato do volante obrigou também a desenvolver um novo airbag, já que este deixou de poder apoiar-se num aro fechado. Todas estas garantias são da própria Mercedes e ainda não há testes independentes ao sistema em uso real.

O que mais muda no EQS

A direção chega poucos meses depois da renovação do EQS, que trouxe uma arquitetura elétrica de 800 volts, novos motores, uma caixa de duas velocidades no eixo traseiro, baterias de maior capacidade e o sistema operativo MB.OS, com atualizações remotas. O steer-by-wire pode ser combinado com todas as motorizações. Quem preferir a solução tradicional pode ficar com a direção eletromecânica, que continua a ser a de série.

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