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Mobilidade elétrica

Rede MOBI.E passa um milhão de carregamentos num mês e já tem 40% de postos rápidos

Em setembro, os carregamentos de carros elétricos na rede pública cresceram 33% face a um ano antes e a energia consumida subiu 40%. A rede soma 8.374 postos em todo o país, e quatro em cada dez já são rápidos ou ultrarrápidos.

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Cabo de carregamento ligado à traseira de um carro elétrico escuro, com folhas de outono em primeiro plano
Imagem de arquivo. Kindel Media / Pexels

A rede pública de carregamento de veículos elétricos passou a barreira de um milhão de carregamentos num só mês. Aconteceu em setembro, segundo os dados da MOBI.E, a empresa pública que agrega a informação da rede. O número representa um crescimento de 33% em relação a setembro de 2025.

A energia fornecida cresceu ainda mais depressa. Foram mais de 24 mil MWh, um aumento de 40%, o que dá uma média de cerca de 24 kWh por carregamento. O indicador que mais subiu foi o dos utilizadores: mais de 250 mil distintos ao longo do mês, mais 91% do que um ano antes. A MOBI.E conta-os a partir dos cartões e das aplicações usados para iniciar cada sessão.

Mais postos, e mais rápidos

Para quem conduz um elétrico, a pergunta habitual é se há onde carregar e quanto tempo demora. No final de setembro, a rede ligada à MOBI.E tinha 8.374 postos, que correspondem a cerca de 16.300 pontos de carregamento espalhados pelo país. Mais de 3.300 desses postos são rápidos ou ultrarrápidos, o equivalente a 40,2% da infraestrutura.

A rede ligada à MOBI.E junta cerca de uma centena de operadores de pontos de carregamento e mais de 30 comercializadores de eletricidade para a mobilidade elétrica, com a empresa pública a agregar os dados de todos.

As contas do CO₂

A MOBI.E estima que os carregamentos de setembro evitaram a emissão de mais de 19 mil toneladas de CO₂, o que compara ao consumo de mais de 7,3 milhões de litros de gasóleo. Entre janeiro e setembro, o total evitado passa as 160 mil toneladas.

O comunicado não inclui dados sobre tempos de espera, avarias ou preços por kWh, três aspetos que pesam na experiência de quem depende dos postos públicos.

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