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Renault Mégane e Scenic elétricos renovados já têm preço em Portugal: de 38.550 a 50.990 euros

Os dois elétricos compactos da Renault mudaram de bateria e passaram a carregar mais depressa. O Mégane fica com uma única versão de motor e bateria e anuncia até 500 km; o Scenic ganha duas baterias à escolha e chega aos 642 km. As encomendas já estão abertas cá.

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Renault Mégane E-Tech elétrico renovado, em azul escuro, a circular numa estrada junto ao mar ao pôr do sol
O Mégane E-Tech elétrico renovado, à venda em Portugal desde 38.550 euros. Renault

A Renault abriu em Portugal as encomendas das versões renovadas do Mégane E-Tech e do Scenic E-Tech, os dois elétricos compactos que fabrica em Douai, França. As mudanças estão sobretudo debaixo do piso: novas baterias, carregamento mais rápido e mais autonomia anunciada. O Mégane começa nos 38.550 euros e o Scenic nos 42.290 euros, segundo os comunicados da marca de 8 e 9 de outubro.

Os preços e as baterias

  • Mégane E-Tech, versão techno: desde 38.550 euros. Bateria LFP de 67 kWh, motor de 220 cv e até 500 km de autonomia no ciclo WLTP.
  • Mégane E-Tech, versão esprit Alpine: preço não indicado no comunicado português.
  • Scenic E-Tech, bateria LFP de 67 kWh: desde 42.290 euros, com até 467 km WLTP.
  • Scenic E-Tech, bateria NMC de 89 kWh (Grande Autonomia): desde 49.190 euros, com até 642 km WLTP.
  • Scenic E-Tech esprit Alpine: desde 50.990 euros, segundo o e-auto.

Os 38.550 euros do Mégane correspondem à configuração techno que o AutoGear consultou no configurador, e as opções podem fazer subir o total. Os valores de autonomia são de homologação e não garantem a mesma distância em uso real.

A bateria de 67 kWh, comum aos dois modelos, usa química LFP (fosfato de ferro e lítio), que a Renault apresenta como uma alternativa mais robusta e acessível às baterias NMC. Com ela, ambos passam dos 15% aos 80% em cerca de 24 minutos num carregador rápido, o que a marca diz ser uma melhoria de 25% face à gama anterior; no Scenic, a potência máxima de carregamento sobe para 165 kW. A bateria NMC de 89 kWh do Scenic aceita até 150 kW e faz o mesmo intervalo em 28 minutos.

O que vem de série

O Mégane foi simplificado para uma só bateria, um só motor e duas versões. A techno já inclui bomba de calor, pré-condicionamento da bateria, ecrã de 12 polegadas com o sistema openR Link e Google integrado, travagem regenerativa nas patilhas do volante, volante aquecido, jantes de 19 polegadas e bagageira de 440 litros. A esprit Alpine junta jantes de 20 polegadas, bancos dianteiros elétricos com massagem no do condutor, som Harman Kardon, câmara com visão 360 graus e estacionamento mãos-livres.

Nos dois modelos, o Gemini, o assistente de IA da Google, passa a estar disponível no sistema multimédia, e a Renault inclui 2 GB de dados móveis por mês durante três anos para usar aplicações sem partilhar a internet do telemóvel. Há também um carregador sem fios Qi2, com ventilação. O Scenic estreia ainda um modo de condução Smart, que alterna sozinho entre Eco, Comfort e Sport, e passa a ter de série uma câmara que vigia a atenção do condutor.

Qual escolher

Se o carro serve sobretudo para cidade e deslocações diárias, o Mégane é a porta de entrada mais barata, com quase 4.000 euros de diferença para o Scenic com a mesma bateria. O Scenic tem 4,47 metros e é apresentado pela marca como o carro principal de uma família. Quem faz viagens longas com frequência tem no Scenic de 89 kWh a única opção destas duas com mais de 600 km anunciados, mas paga quase 7.000 euros a mais do que pela versão de 67 kWh. A Renault não indicou ainda quando chegam as primeiras unidades aos clientes portugueses.

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