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Renault Twingo elétrico custa desde 19.490 euros: até onde chega a bateria e quanto custa carregá-lo na rua

O citadino elétrico da Renault tem duas versões em Portugal, uma bateria de 27,5 kWh e uma autonomia anunciada de 263 km. Num teste de um mês sem tomada em casa, a 4gnews fez 194 km com 85% da bateria e pagou 11,02 euros por um carregamento num supermercado.

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Renault Twingo E-Tech elétrico verde visto de frente, com faróis redondos acesos, num estúdio de fundo verde
O Renault Twingo E-Tech elétrico. Renault

O novo Renault Twingo E-Tech elétrico está à venda em Portugal em duas versões: a Evolution, por 19.490 euros, e a Techno, por 21.090 euros. Os preços são os que a Renault Portugal indica no seu site, com IVA, despesas de transporte e administrativas incluídos, para particulares no continente e válidos até 31 de dezembro. É o elétrico mais barato da marca no país, abaixo do Renault 5, que começa nos 24.900 euros. Mede 3,79 metros de comprimento, tem cinco portas e uma bagageira que, segundo a marca, chega aos 360 litros.

Bateria, autonomia e carregamento

O Twingo usa uma bateria de 27,5 kWh e um motor de cerca de 80 cavalos, e a Renault anuncia uma autonomia de até 263 km no ciclo WLTP, na versão Evolution. O consumo homologado começa nos 12,2 kWh por 100 km, que a marca diz ser o mais baixo da categoria. Em casa ou em postos normais carrega a 6,6 kW em corrente alterna. Nos postos rápidos aceita até 50 kW, consoante o equipamento escolhido, e nessas condições passa de 15% para 80% de bateria em cerca de 28 minutos. Tem também carregamento bidirecional V2L, para alimentar aparelhos a partir da bateria.

O equipamento inclui o sistema multimédia com Google integrado, com o Google Maps para planear viagens com paragens de carregamento e acesso a mais de 100 aplicações. A Renault junta-lhe um assistente de voz, o Reno, que usa um modelo da OpenAI para responder a perguntas e dar conselhos de condução.

Um mês sem carregar em casa

A 4gnews publicou esta terça-feira um teste de um mês com a versão Techno, feito sem acesso a uma tomada em casa, só com carregadores públicos, em percursos sobretudo urbanos com alguns troços de autoestrada. Num primeiro ciclo, o carro percorreu 194 km entre 99% e 14% de bateria, e a média ao fim do mês ficou nos 10,8 kWh por 100 km. Um carregamento de 14% para 98%, num posto da rede MyAtlante instalado num supermercado, demorou 45 minutos, entregou 22,51 kWh e custou 11,02 euros, a uma tarifa de 0,49 euros por kWh.

A conclusão do teste é que o carro serve bem a cidade, mas exige carregamentos frequentes a quem não tem garagem, já que a autonomia real fica pouco acima dos 200 km. Para quem pondera a compra sem lugar de carregamento próprio, vale a pena ver que postos públicos há perto de casa ou do trabalho e quanto cobra cada operador por kWh, já que o preço pago no teste varia de rede para rede.

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