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Compras online

LojaCheck: ferramenta portuguesa gratuita junta a reputação de uma loja online antes de pagares

Escreves o endereço da loja e o serviço procura quem vende, o NIF, a morada e o que dizem o Portal da Queixa, a DECO PROteste, o Trustpilot e o ScamAdviser. Não pede conta para pesquisar, mas avisa que a pontuação não prova nada sozinha.

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Mão de uma pessoa de camisa branca a segurar um cartão bancário azul em frente a um portátil prateado aberto
Imagem de arquivo. Anna Shvets / Pexels

O LojaCheck é um serviço português, gratuito para quem compra, que reúne a informação pública sobre uma loja online para a poderes consultar antes de pagar. Foi criado pela comunidade do IA Hoje, um portal de divulgação sobre inteligência artificial que, segundo os responsáveis, junta cerca de 4.000 pessoas. Funciona no site lojacheck.pt, no computador ou no telemóvel, e como extensão para o Chrome e o Edge no computador. Para pesquisar não precisas de criar conta: basta escrever o nome ou o endereço da loja.

O que a ferramenta verifica

De acordo com os termos do serviço, a análise automática percorre páginas da loja como os Termos e Condições, os avisos legais e os contactos, à procura de quem vende: nome da empresa, NIF ou NIPC, morada e meios de contacto. Pode olhar também para a data de registo do domínio e outros sinais técnicos. A isso junta o que encontra no Portal da Queixa, na DECO PROteste, no Trustpilot e no ScamAdviser, e apresenta uma pontuação com ligações para as fontes. O próprio site avisa que a falta de referências não prova que uma loja seja segura nem fraudulenta, e que ser pouco conhecida não a torna suspeita.

Quem já comprou numa loja pode deixar um voto positivo ou negativo, com comentário. Para votar é pedido um email, que segundo o serviço não fica público. Há ainda um lado comercial: o LojaCheck vende às lojas uma certificação com pagamento anual, cujo valor depende da dimensão do negócio, e as aprovadas podem mostrar um selo no site. A empresa diz que a pesquisa gratuita não equivale a essa certificação e que os votos dos consumidores são independentes dela.

A extensão e o que pede

A extensão já está na Chrome Web Store, na versão 1.8.14, atualizada a 9 de outubro, embora o site ainda a indique como "em breve" e ofereça um ficheiro ZIP para instalar à mão, com o modo de programador ligado. Nesse caso, as atualizações também são manuais. Na ficha da loja da Google, o programador declara que a extensão trata o histórico de navegação e o conteúdo dos sites. A descrição diz que a deteção de lojas é opcional e corre no browser, e que a análise só começa quando carregas em "Analisar esta loja". Se não quiseres instalar nada, o site faz a mesma pesquisa.

Burlas em números e o que confirmar

O Gabinete Cibercrime da Procuradoria-Geral da República recebeu 4.497 denúncias em 2025, mais 13,16% do que no ano anterior. Destas, 764 diziam respeito a burlas cometidas por meios tecnológicos. O gabinete sublinha que muitas vítimas não chegam a apresentar queixa, por vergonha ou por não esperarem reaver o dinheiro. Entre os casos descritos estão páginas que copiam sites de marcas de roupa, calçado e desporto, com descontos de 70% ou 80%, sem qualquer contacto e com pagamento por cartão.

Antes de pagar numa loja que não conheces, procura nos Termos e Condições quem vende, com nome, NIF e morada. Desconfia de grandes marcas com preços muito abaixo do normal. Se a compra correr mal, guarda o endereço da página, o comprovativo de pagamento, as mensagens e capturas do anúncio, e contacta o banco pelos contactos oficiais se vires movimentos que não reconheces. Podes reclamar no Livro de Reclamações eletrónico e apresentar queixa na PSP, na GNR, na Polícia Judiciária ou no Ministério Público, que recebe denúncias de cibercrime pelo endereço cibercrime@pgr.pt.

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