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Proteção Avançada do Android: o que muda no telemóvel quando ligas o modo mais seguro da Google
Um único interruptor bloqueia apps de fora da Play Store, corta as redes 2G, reinicia o telemóvel ao fim de três dias parado e impede que as defesas sejam desligadas. Com o Android 17 chegam o registo de intrusões e o bloqueio da porta USB. Explicamos o que ganhas, o que perdes e onde está a opção.

A Proteção Avançada é o modo de segurança mais restritivo que a Google põe nos telemóveis Android. Foi lançada com o Android 16 e, segundo a empresa, foi pensada para pessoas em risco de ataques dirigidos, como jornalistas, eleitos e figuras públicas, mas também para quem simplesmente quer o máximo de proteção. Em vez de andares à procura de dezenas de opções, há um só interruptor que as liga todas e impede que alguém (tu, uma app ou um atacante) as desligue depois. No início de outubro, a Google anunciou novas funções para o Android 17.
O que fica bloqueado
A mudança que mais se sente é nas apps. Com o modo ativo, o telemóvel deixa de instalar aplicações de fontes desconhecidas, ou seja, ficheiros APK descarregados fora da loja, e também bloqueia as atualizações de apps que já tinham entrado por esse caminho. O Google Play Protect e a Deteção de fraude passam a estar sempre ligados, e os serviços de acessibilidade ficam reservados a ferramentas de acessibilidade verificadas, uma via muito usada em fraudes e burlas, segundo a Google.
Na rede, o telemóvel recusa ligar-se a redes 2G, que são menos seguras. A página de ajuda da Google avisa que isso pode deixar o aparelho sem rede móvel em zonas onde só exista cobertura 2G. No Chrome, o modo força ligações HTTPS sempre que possível, desliga o otimizador de JavaScript e, no Android 17, desativa também a WebGPU, uma tecnologia de gráficos que, segundo a Google, abre mais caminhos a ataques feitos através do browser. Nas Mensagens Google e no Telefone da Google ficam ativos os filtros de spam, os avisos sobre ligações de remetentes desconhecidos e a identificação de chamadas indesejadas.
Há ainda proteções contra roubo. O Bloqueio por deteção de roubo e o Bloqueio do dispositivo offline ficam ativos, o telemóvel reinicia sozinho se ficar 72 horas bloqueado (o que deixa os dados ilegíveis até ao próximo desbloqueio) e o desbloqueio automático com o relógio fica restringido. Para apps compatíveis, liga-se a Memory Tagging Extension, uma defesa contra falhas de memória que, segundo a Google, pode tornar o aparelho mais lento.
As novidades do Android 17
A Google destaca seis acréscimos. O registo de intrusões guarda eventos de segurança e de rede (apps abertas e instaladas, ligações Wi-Fi e Bluetooth, transferências por USB, desbloqueios) encriptados de ponta a ponta na nuvem, durante 12 meses, para que um especialista possa investigar um ataque. É opcional e tem de ser ligado à parte.
A proteção USB impede ligações de dados pela porta USB enquanto o ecrã está bloqueado, sem afetar o carregamento. Para já está nos Pixel 6 e posteriores e em alguns telemóveis com Android 17, tal como o bloqueio por autenticação falhada, que fecha o aparelho depois de várias tentativas erradas nas definições ou em apps protegidas.
Como ligar (e desligar)
É preciso ter um bloqueio de ecrã definido. Abre as Definições, toca em Segurança e privacidade e, em Outras definições, escolhe Proteção Avançada (também lá chegas por Google, Todos os serviços). Ativa a Proteção do dispositivo, decide se queres o registo de intrusões e confirma. Alguns telemóveis pedem para reiniciar. A proteção da Conta Google é um passo separado, na mesma página.
Se o modo te atrapalhar, por exemplo porque usas apps fora da Play Store, podes desligá-lo no mesmo sítio, com o PIN ou a impressão digital. As definições voltam ao estado anterior. Os nomes dos menus podem variar de marca para marca.



