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Como ler a etiqueta energética de um telemóvel: bateria, quedas e reparação, do iPhone Duo ao Fairphone
Os telemóveis lançados na União Europeia desde junho de 2025 trazem uma etiqueta com seis indicadores, e o código QR leva a uma ficha com ainda mais dados. Explicamos o que significa cada número, com os valores que a Apple e a Fairphone registaram para os modelos mais recentes.

Se comprares um telemóvel novo este fim de semana, vais encontrar uma etiqueta parecida com a dos frigoríficos e das máquinas de lavar. É obrigatória para os smartphones e tablets colocados no mercado da União Europeia desde 20 de junho de 2025, e foi a primeira etiqueta europeia a incluir uma nota de reparabilidade. Os modelos lançados antes dessa data não precisam de a ter, tal como os telemóveis de ecrã enrolável, os tablets com sistema de computador e os telemóveis para comunicações de alta segurança.
O que diz cada indicador
No topo está a classe de eficiência energética, de A a G, como nos eletrodomésticos. Logo abaixo vem o número que mais interessa no dia a dia: a autonomia por carga, em horas e minutos. A Comissão Europeia explica que resulta de um teste padronizado que imita uma utilização típica, por isso serve para comparar modelos entre si e não para prever quanto dura a tua bateria com o teu uso.
Na parte de baixo há quatro indicadores:
- Resistência a quedas, de A a E: mede quantas quedas o aparelho aguenta num teste sem deixar de funcionar. A é o mais robusto.
- Reparabilidade, de A a E: calculada a partir de um índice com seis parâmetros. A é o mais fácil de reparar.
- Ciclos de bateria: quantas cargas completas a bateria aguenta até ficar com 80% da capacidade original.
- Índice IP: o primeiro algarismo vai de 0 a 6 (pó) e o segundo de 0 a 9 (água). Segundo a Comissão, um IP68 é estanque ao pó e aguenta imersão até um metro.
O código QR no canto abre a ficha do modelo no EPREL, a base de dados europeia. Aí aparecem dados que não cabem na etiqueta, como o número mínimo de anos de atualizações, se a bateria pode ser trocada pelo utilizador e o detalhe dos seis critérios da nota de reparação.
Exemplos com modelos atuais
O iPhone Duo, o dobrável da Apple, foi registado no EPREL a 15 de outubro. Tem classe energética A, 51 horas e 30 minutos de autonomia por carga, 1.000 ciclos de bateria, classe B nas quedas, classe C na reparação e IP68. Os iPhone 18 Pro e 18 Pro Max têm as mesmas classes, com 52 e 62 horas por carga, respetivamente. Nos três, a Apple declara cinco anos mínimos de atualizações e uma bateria que o utilizador não substitui sozinho.
A ficha do Fairphone (Gen. 6+) mostra o outro lado da escala: classe A na reparação e nas quedas, 50 horas e 38 minutos por carga, 1.000 ciclos e bateria trocável pelo utilizador. Fica-se pelo IP55, abaixo do IP68 dos iPhone. A ficha indica sete anos de atualizações na versão com Android e oito na versão com /e/OS.
O que a lei garante, com ou sem etiqueta
A etiqueta vem acompanhada de regras de conceção que se aplicam a todos os modelos novos. Segundo a Comissão, as baterias têm de aguentar pelo menos 800 ciclos mantendo 80% da capacidade, os fabricantes têm de fornecer peças críticas em 5 a 10 dias úteis durante sete anos depois de o modelo deixar de ser vendido, e têm de disponibilizar atualizações do sistema durante pelo menos cinco anos a contar da data em que a última unidade foi colocada no mercado. Os técnicos de reparação independentes também têm direito de acesso ao software necessário.
Se a etiqueta não estiver visível numa loja online, procura pelo modelo no site do EPREL (eprel.ec.europa.eu), onde estão a ficha e a etiqueta de cada modelo registado.



