Dobráveis
Ecrãs para telemóveis dobráveis vão crescer 44% este ano, puxados pelo iPhone Duo e pelo Galaxy Z Fold8 largo
Depois de um ano em queda, os dobráveis voltam a acelerar. A Omdia prevê 29 milhões de ecrãs dobráveis fabricados em 2026 e diz que quase metade já é para o novo formato largo, o do iPhone Duo que chega às lojas portuguesas na sexta-feira.

Os telemóveis que dobram estão a sair do nicho onde ficaram nos últimos anos, pelo menos a julgar pelo que se fabrica para eles. A consultora Omdia prevê que os envios de ecrãs AMOLED para dobráveis cheguem aos 29 milhões de unidades em 2026, um aumento de 44% face ao ano anterior. Em 2025, o mesmo indicador tinha recuado 12%. A previsão, divulgada a 21 de outubro, mede os painéis interiores que os fabricantes de ecrãs entregam às marcas, e não os telemóveis vendidos, pelo que os números não coincidem um a um com o que chega às lojas.
O formato largo ganha terreno
A maior parte do crescimento vem de um tipo de dobrável que quase não existia há um ano: o modelo largo, mais baixo e mais largo do que os dobráveis em forma de livro que se conheciam até aqui. Segundo a Omdia, os ecrãs para este formato vão representar 44% de todos os painéis dobráveis em 2026. "Esta fatia deverá ultrapassar os 60% em 2027", afirma Brian Huh, analista principal da área de ecrãs da consultora, que atribui a subida à chegada de mais fabricantes chineses.
O GSMArena liga este salto a dois aparelhos em concreto: o Galaxy Z Fold8 e o iPhone Duo. No caso da Samsung, o Fold8 foi apresentado em julho como um formato novo, com um ecrã exterior mais largo e um ecrã principal em proporção 4:3, ao lado do Galaxy Z Fold8 Ultra, maior, e do Galaxy Z Flip8. A Huawei foi a primeira a apostar nos dobráveis largos, e o Android Headlines conta que a OPPO e a Honor deverão ter modelos deste género nos próximos meses, embora nenhuma das marcas o tenha confirmado.
Quem fabrica os ecrãs
A grande vencedora deste ano é a Samsung Display, que produz os painéis tanto do Fold8 como do iPhone Duo. A Omdia estima que fique com cerca de 66% do mercado de ecrãs dobráveis em 2026, enquanto a BOE, a China Star, a Tianma e a Visionox perdem quota. A consultora nota ainda que a procura por dobráveis na China está fraca neste momento e que a maioria dos ecrãs produzidos este ano usa a tecnologia LTPO, mais cara, que ajusta a taxa de atualização ao que aparece no ecrã para poupar bateria.
O que isto quer dizer para quem está em Portugal
O pico de procura coincide com a estreia do primeiro dobrável da Apple. O iPhone Duo chega às lojas portuguesas na sexta-feira, 23 de outubro, com preços recomendados a partir de 2.399 euros na versão de 256 GB e até 3.899 euros na de 2 TB, segundo o 4gnews. Quem tentou encomendá-lo na pré-venda, a 16 de outubro, viu prazos de envio para 22 de janeiro de 2027, embora a Apple tenha começado entretanto a antecipar algumas entregas, segundo o MacRumors.
Para quem está a pensar comprar um dobrável, a previsão da Omdia sugere que a escolha vai aumentar em 2027, sobretudo no formato largo. A consultora não faz previsões de preços, e para já nenhuma marca chinesa anunciou um dobrável largo com venda confirmada em Portugal.



