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Mudar de Android para iPhone ou ao contrário: o que passa sozinho, o que fica para trás e o problema do eSIM

Com o Android 17 e o iOS 26.3, já não precisas de uma app para levar fotografias, contactos e mensagens de um sistema para o outro. A transferência do eSIM é outra história: na lista da Apple não há nenhuma operadora portuguesa.

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Mão a segurar um iPhone cinzento-escuro de costas, com o módulo de três câmaras e o logótipo da Apple, diante de um fundo claro desfocado
Imagem de arquivo. Basil Muhammed / Pexels

Trocar de sistema operativo já foi uma dor de cabeça, com contactos perdidos e fotografias espalhadas por várias contas. Com o Android 17 a chegar a mais telemóveis e o iOS 26.3 nos iPhone, a Apple e a Google passaram a ter um caminho oficial nos dois sentidos, em alguns casos sem instalar nada. Antes de começares, convém saber o que passa automaticamente, o que tens de copiar à mão e porque é que o número de telefone pode dar mais trabalho em Portugal.

Do Android para o iPhone

A transferência faz-se durante a configuração do iPhone novo. No ecrã Transferir aplicações e dados, escolhe De um dispositivo Android. Se já tiveres terminado a configuração, a Apple diz que tens de apagar o iPhone e começar de novo, ou passar os conteúdos à mão.

Há duas formas de o fazer:

  • Com a app Migrar para iOS, que descarregas da Google Play. O iPhone mostra um código de seis ou dez dígitos, que escreves no Android, e cria uma rede Wi-Fi temporária para os dois falarem. Também podes ligá-los com um cabo USB-C, para ir mais depressa.
  • Sem app, se o Android tiver uma versão compatível do Android 17. No iPhone tocas em Transferir sem a app e lês com a câmara do Android o código QR que aparece no ecrã. A Apple sugere confirmar com o fabricante se o teu modelo já suporta esta opção.

Com a app, passam contactos, mensagens e SMS, histórico de chamadas, fotografias e vídeos, álbuns, ficheiros e pastas, calendários, contas de email, marcadores web, gravações de voz, definições de acessibilidade e de ecrã, e as mensagens e ficheiros do WhatsApp. As apps gratuitas que existam nas duas lojas podem ser transferidas. Música, livros e ficheiros PDF ficam de fora e têm de ser copiados manualmente.

Durante a transferência, deixa a app aberta no Android e os dois telemóveis ligados à corrente e perto um do outro. Se atenderes uma chamada ou abrires outra app, a transferência falha.

Do iPhone para o Android

Desde o iOS 26.3, o iPhone também ajuda a sair. Começa a configurar o Android e, no iPhone, vai a Definições, Geral, Transferir ou Repor o iPhone e Transferir para Android. Lês o código QR do Android com a câmara do iPhone e escolhes o que queres levar: fotografias, contactos, calendários, histórico de chamadas, mensagens e outros dados. A Apple indica que também passam as definições de acessibilidade, a disposição do ecrã principal e o fundo.

Também aqui é preciso uma versão compatível do Android 17 no telemóvel de destino. Os dados das apps de outras empresas só passam quando os programadores ativarem a funcionalidade.

O eSIM em Portugal

Os dois guias da Apple incluem a transferência do eSIM, para levares o número de um telemóvel para o outro sem trocares de cartão. Só que depende da operadora. Na página publicada em maio, a Apple lista as operadoras suportadas para passar o eSIM do iPhone para Android: AT&T, FirstNet, T-Mobile e Verizon nos Estados Unidos, KDDI no Japão, Deutsche Telekom na Alemanha, SFR em França e EE no Reino Unido. Nenhuma portuguesa aparece.

Para levares um eSIM de um Android para o iPhone, a Apple recomenda contactar a operadora. Se usas cartão físico, basta trocá-lo de telemóvel. Com eSIM, confirma com a tua operadora como pedir um novo perfil para o telemóvel novo antes de apagares o antigo.

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