Estação Espacial
Dragon acopla esta quinta-feira à Estação Espacial com os últimos painéis solares e experiências de saúde
A missão de carga CRS-35 da SpaceX para a NASA partiu da Florida na terça-feira e deve acoplar à Estação Espacial Internacional esta quinta-feira, por volta das 16h00 em Lisboa. Leva o último par de painéis solares enroláveis e experiências sobre o cérebro, o coração e bactérias resistentes.

A 35.ª missão de reabastecimento da SpaceX para a NASA, a CRS-35, partiu na terça-feira, 13 de outubro, às 6h33 da costa leste dos EUA (11h33 em Lisboa), num Falcon 9 lançado de Cabo Canaveral, na Florida. Segundo a NASA, a cápsula Dragon leva mais de 6300 libras de carga, cerca de 2,8 toneladas, entre experiências científicas, mantimentos e equipamento. Cerca de nove minutos depois da descolagem separou-se do segundo andar do foguete e começou a série de manobras para alcançar a Estação Espacial Internacional.
A chegada está marcada para esta quinta-feira, 15 de outubro, às 11h00 na Florida, ou seja, 16h00 em Portugal continental. A acoplagem é automática, na porta virada para o espaço do módulo Harmony, e a NASA começa a transmissão em direto às 14h15 de Lisboa. A bordo espera-a a tripulação da Expedição 75, com sete pessoas.
Os últimos painéis solares
Uma das cargas principais é o último par de painéis solares enroláveis (Roll-Out Solar Arrays) destinados à estação. De acordo com a NASA, estes painéis completam o reforço do sistema elétrico, aumentando a energia disponível para a investigação, para o funcionamento diário e para a futura desorbitação controlada da estação. A instalação fica a cargo dos astronautas, em várias saídas ao espaço previstas para o outono.
Retinas, corações e bactérias
Entre as experiências há equipamento para fabricar retinas artificiais em microgravidade, que no futuro poderão ajudar a recuperar a visão de doentes, e modelos de tecido cardíaco em 3D pensados para testar medicamentos em grande escala. Seguem também materiais para estudar como se forma um novo tipo de vidro sem gravidade e organoides cerebrais, pequenos modelos do cérebro cultivados em laboratório, que podem revelar alvos de tratamento para Alzheimer, Parkinson e esclerose múltipla.
A divisão de ciências biológicas e físicas da NASA envia mais quatro estudos. Um compara modelos de cérebro que passam cinco semanas na estação com cópias idênticas que ficam na Terra, para perceber o efeito de um voo curto ao nível das células. Outro analisa plantas infetadas por um fungo, com vista a culturas mais resistentes. Há ainda um leitor de amostras que permite medir anticorpos e proteínas a bordo, sem esperar pelo regresso das amostras, e a quarta e última estadia prevista de um estudo sobre bactérias resistentes a antibióticos.
A Dragon deve ficar acoplada até meados de novembro. Depois regressa à Terra com resultados de investigação que precisam de chegar depressa aos laboratórios e amara ao largo da Califórnia.



