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Táuridas e Leónidas: as estrelas cadentes de novembro chegam com Lua nova a 9 e picos a 5, 12 e 17
As Táuridas são poucas, mas lentas e muitas vezes brilhantes, e este ano têm os dois picos em noites quase sem Lua. A meio do mês chegam as Leónidas, as mais rápidas do ano. Eis as datas, as horas e onde olhar a partir de Portugal.

Quem perdeu as Oriónidas tem nova oportunidade em novembro, e com melhor céu. As Táuridas, uma chuva de meteoros discreta que está ativa desde setembro, chegam ao pico em noites quase sem Lua, e a meio do mês seguem-se as Leónidas. Não há nada a comprar nem a instalar: basta um sítio escuro, roupa quente e paciência. As datas e as previsões são do calendário de 2026 da Organização Internacional de Meteoros (IMO), e as horas da Lua são do Observatório Naval dos Estados Unidos, calculadas para Lisboa.
Táuridas: poucas, lentas e brilhantes
As Táuridas dividem-se em dois ramos, ambos formados por detritos do cometa Encke. As do Sul estão ativas de 20 de setembro a 20 de novembro, com o pico por volta de 5 de novembro e uma taxa de 5 a 10 meteoros por hora em condições ideais. As do Norte vão de 20 de outubro a 10 de dezembro e têm o máximo por volta de 12 de novembro, com cerca de cinco por hora. A IMO lembra que este pico não costuma ser marcado e que, em anos anteriores, a atividade se manteve parecida durante cerca de dez dias.
O número é modesto, mas estes meteoros têm uma vantagem: muitos são brilhantes e relativamente lentos, o que os torna bons para fotografar e fáceis de seguir com os olhos. O ponto de onde parecem vir fica perto da eclíptica, na constelação do Touro, e a IMO nota que no hemisfério norte está bem posicionado durante grande parte da noite.
O luar também ajuda em 2026. A Lua nova é às 7h02 de 9 de novembro, entre os dois picos. Em Lisboa, na noite de 4 para 5 de novembro, a Lua minguante só nasce às 3h12 e tem apenas 14% do disco iluminado. A 12 de novembro, já crescente, põe-se às 19h27, no início da noite.
Leónidas: as mais rápidas do ano
As Leónidas estão ativas de 6 a 30 de novembro. O máximo regular está previsto para as 23h45 de 17 de novembro, hora de Lisboa, com cerca de 15 meteoros por hora. Entram na atmosfera a 71 quilómetros por segundo, muito mais depressa do que as Táuridas, que andam pelos 27 a 29.
Os modelos citados pela IMO preveem a passagem da Terra por alguns rastos antigos de poeira do cometa Tempel-Tuttle entre 17 e 19 de novembro, mas todos de baixa densidade, sem uma chuva fora do normal. O cometa só volta ao ponto mais próximo do Sol a 20 de maio de 2031. A Lua está em quarto crescente a 17 e, em Lisboa, põe-se às 0h28 de dia 18, deixando o resto da madrugada às escuras.
Como ver mais
Afasta-te das luzes da cidade e dá tempo aos olhos para se habituarem ao escuro, sem olhar para o ecrã do telemóvel. Deita-te numa cadeira reclinável e olha para uma zona ampla do céu, não diretamente para a constelação de origem. As taxas da IMO são calculadas para um céu perfeito, por isso num sítio com alguma poluição luminosa vais ver menos.
As próximas datas a marcar são a noite de 4 para 5 de novembro, a de 11 para 12 e a madrugada de 18 de novembro.
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