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Robótica

Robôs humanoides da Agibot chegam a Portugal: custam entre 18 mil e 178 mil euros

A SData AI, de Famalicão, vai distribuir os equipamentos da fabricante chinesa e quer ver entre 60 e 100 humanoides a trabalhar no país dentro de um ano. Paulo Silva, administrador executivo da empresa, admite que o mercado ainda é pequeno. Ensinar uma tarefa a um robô demora cerca de três meses.

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Robô humanoide Agibot A2, de corpo cinzento e preto, de pé num cenário escuro junto a um painel de luz
O A2 é um dos humanoides da Agibot. Agibot

Os robôs humanoides da chinesa Agibot vão passar a ser vendidos em Portugal pela SData AI, uma empresa de Famalicão. A parceria foi apresentada a 6 de outubro em Lisboa, no evento Beyond AI, e abrange cinco famílias de equipamentos, dos humanoides com tamanho próximo do de uma pessoa aos robôs de quatro patas.

Quanto custam e o que fazem

Os preços variam entre 20 mil e 200 mil dólares, cerca de 17,8 mil a 178 mil euros, consoante o modelo, disse ao Expresso William Shi, responsável da Agibot para a Europa. O catálogo inclui modelos bípedes, robôs com braços pensados para mover objetos em fábricas e os de quatro patas, parecidos com cães. Conforme o modelo e o treino, conseguem deslocar-se, pegar em objetos e arrumá-los, dar indicações e responder a perguntas.

A compra é só o início da despesa, avisa o mesmo responsável. Um robô precisa de cerca de três meses para aprender uma tarefa, e cada tarefa nova exige mais tempo e mais recolha de dados. Em contrapartida, quando um aprende a fazer café, por exemplo, os outros passam a saber também, sem terem de ser ensinados um a um.

Onde vão trabalhar

Paulo Silva, administrador executivo da SData AI, estima que dentro de um ano haja entre 60 e 100 humanoides a trabalhar em Portugal. O mercado nacional ainda é pequeno, admite, mas as vendas poderão chegar às 1.500 unidades por ano em dois a três anos, à medida que os projetos-piloto ganharem escala. As tarefas mais complexas podem levar três a seis meses a ensinar, porque os robôs aprendem sobretudo a partir de imagens e é preciso recolher um número mínimo para cada tipo de trabalho.

Os primeiros alvos são a hotelaria, a restauração e as tarefas repetitivas da indústria, áreas onde já falta mão de obra. A receção de hotéis e o apoio à limpeza são exemplos dados pela Agibot. Para os hospitais fala-se em robôs que conversam com idosos, os acompanham em caminhadas e lembram a medicação, enquanto os modelos de quatro patas podem fazer rondas de segurança.

Quem já os está a testar

A SData AI tem 12 pessoas em formação na Agibot para adaptar os equipamentos aos clientes portugueses. Lá fora, a Bosch, a Mercedes-Benz e a BMW compraram robôs para testar a tecnologia, segundo William Shi. O responsável deixa um aviso a quem pensa fazer o mesmo: o robô não dá retorno imediato e exige orçamento, interesse do negócio e paciência.

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