Web Summit
Web Summit arranca segunda-feira em Lisboa com robôs chineses no cartaz e sem garantia de ficar depois de 2028
A 11.ª edição da conferência de tecnologia decorre de 9 a 12 de novembro no Parque das Nações. Na antevisão, Paddy Cosgrave disse que adora Lisboa, mas lembrou que há outras cidades europeias interessadas, quando faltam dois anos para acabar o contrato com o Estado.

A Web Summit volta a Lisboa na segunda-feira, 9 de novembro, para quatro dias de conferências sobre tecnologia, startups e investimento, até quinta-feira, 12. É a 11.ª edição na capital desde que o evento trocou Dublin por Lisboa em 2016, e decorre outra vez na MEO Arena e nos pavilhões da FIL, no Parque das Nações. Na conferência de imprensa de antevisão, a 5 de novembro, o fundador e presidente executivo, Paddy Cosgrave, deixou no ar se a cimeira fica em Portugal depois de 2028, o último ano do contrato atual.
Quem vem e o que vai estar em palco
A lista de oradores que a organização destaca na página da edição tem uma forte presença de empresas e entidades chinesas. Aparecem responsáveis da Agibot, da Unitree, da Galbot e da Xpeng Aridge, o responsável de marketing do grupo Xiaomi, o responsável de investimento e estratégia da Tencent para a Europa, Médio Oriente e África, o cofundador e diretor financeiro da Pony.ai e um diretor da Administração do Ciberespaço da China. Dois robôs, o humanoide Agibot A3 e o Galbot G1, surgem no próprio cartaz como participantes.
Do lado ocidental, a organização destaca o cofundador da Cloudflare, Matthew Prince, o presidente da Replit, Michele Catasta, e Richard Socher, do You.com. O programa completo e os bilhetes estão no site oficial, websummit.com.
O futuro em Lisboa
Questionado pelo ECO sobre a renovação, Cosgrave disse que adora Lisboa, que considera uma segunda casa, e que as conversas com o Governo são "um processo contínuo", sem entrar em pormenores. Acrescentou que há outras cidades europeias interessadas, muitas delas presentes nesta edição, e que 2029 ainda está longe em alguns sentidos e perto noutros.
Para reforçar o peso do evento, a organização apresentou um estudo da consultora EY segundo o qual a Web Summit gerou um impulso económico de 250 milhões de euros por ano em Lisboa, perto de 2,5 mil milhões numa década. O mesmo trabalho conta cerca de 114 mil menções na imprensa mundial e o equivalente a três mil milhões de dólares em publicidade entre 2016 e 2026. O contrato atual cobre as edições até 2028 e, segundo o ECO, a Câmara de Lisboa já admitiu prolongar a presença do evento até 2038.



