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GuiaiOS 27

iPhone tem uma proteção contra burlas que vem desligada: o que faz a nova deteção do iOS 27 e como a ligar

O iOS 27 trouxe uma função que avisa as apps quando há sinais de que estás a ser manipulado por um burlão, por exemplo a meio de uma transferência. Não está ligada de origem e a Apple ainda não disse que apps a usam. Explicamos como funciona, o que fica a saber quem a pede e onde a ativar.

Por · 2 min de leitura
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Mão a segurar um iPhone com capa preta e o ecrã inicial cheio de ícones de aplicações, sobre uma mesa de madeira desfocada
Imagem de arquivo. Luis Quintero / Pexels

Nas burlas em que alguém se faz passar pelo banco, por um organismo público ou por um familiar, quem carrega no botão para transferir o dinheiro é a própria vítima. Por isso, a autenticação de dois fatores não serve de muito: o código chega, a pessoa introduz-o e a operação segue. Foi para este tipo de engano que a Apple criou, no iOS 27, uma função chamada Deteção de risco de usurpação de identidade. Como lembrou o 9to5Mac esta semana, muitos utilizadores ainda não a conhecem porque vem desligada de origem.

Como funciona

A ideia é dar às apps um sinal de alerta no momento crítico. Quando fazes algo que um burlão costuma pedir, como um pagamento ou a troca da palavra-passe de uma conta, uma app compatível pode pedir ao iPhone uma avaliação de risco. O sistema analisa padrões de utilização do aparelho e da conta Apple e responde com um de três níveis. "Desconhecido" quer dizer que não encontrou sinais suspeitos, o que não garante que a operação seja segura. "Médio" e "alto" indicam alguns ou muitos indícios de uma burla em curso.

O que acontece a seguir depende da app, e não da Apple. Segundo a página de suporte da empresa, a app pode pedir-te uma confirmação de identidade extra, obrigar-te a esperar antes de concluir a operação ou mostrar-te um aviso. A Apple não publicou uma lista de apps compatíveis, e não encontrámos nenhum banco português a anunciar que já usa a função.

Que dados usa

A análise é feita no próprio aparelho. Segundo a Apple, entram na conta padrões de interação, horários, contexto e dados básicos dos sensores, e a informação divulgada no iPhone refere também o número aproximado de chamadas e emails, as apps descarregadas e as compras de conteúdos, segundo o Help Net Security. A app só recebe o nível de risco, nunca os dados que levaram a ele. A Apple garante que não analisa o conteúdo das Fotografias, das Mensagens nem do Mail, mas fica a saber que tipo de ação tentaste fazer quando a app pede a avaliação.

Como ligar e controlar

O caminho é o mesmo no iPhone e no iPad com o sistema 27:

  • Abre as Definições e toca em Privacidade e Segurança.
  • Desce até Deteção de risco de usurpação de identidade.
  • Ativa Partilhar com Programadores. Pode ser pedido que inicies sessão na App Store com a tua conta Apple.

No mesmo menu, a secção Atividade recente mostra que apps pediram uma avaliação e Motivos do acesso explica que ações a provocaram. Podes ainda tirar o acesso a uma app em particular. Há um pormenor pensado para os burlões: qualquer alteração a esta definição pode demorar até 24 horas a ter efeito, uma demora que, segundo a Apple, serve para te proteger. A Apple deixa o aviso claro na página de suporte: se alguém te pedir para desativar a função, podes estar a ser alvo de uma burla.

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