Linux
Fedora 45 volta a ser adiado e já só deve sair a 3 de novembro, com a festa de lançamento marcada para antes
A nova versão da distribuição Linux patrocinada pela Red Hat falhou a segunda reunião de decisão seguida, por causa de erros que travam o lançamento, entre eles um problema do instalador de programas do KDE. Traz uma consola nova e passa a exigir pacotes assinados.

O Fedora 45 continua sem data certa. Na reunião de 22 de outubro em que o projeto decide se a versão está pronta, foi declarado novo NO-GO, avança o Phoronix, o que empurra o lançamento para 3 de novembro. É o segundo adiamento seguido: na semana anterior, a versão não saiu porque nem sequer havia uma candidata pronta a tempo da reunião. Desta vez, a razão são erros classificados como bloqueadores, ou seja, problemas suficientemente graves para impedir o lançamento.
O que está a travar a versão
Segundo o Phoronix, entre os bloqueadores aceites estão uma atualização necessária para lidar com os certificados comprometidos da autoridade indiana eMudhra, bloqueados em outubro pelo Firefox, pelo Chrome e pela Apple, a imagem do Fedora Server para processadores ARM a ultrapassar o tamanho máximo permitido, uma falha na ativação automática de volumes LVM depois da atualização em discos cifrados com LUKS e o Discover, a loja de aplicações do KDE Plasma, a instalar pacotes antigos do repositório do Fedora 44. Há ainda três candidatos a bloqueadores em análise, quase todos ligados ao arranque e à instalação em sistemas cifrados.
Se os problemas forem resolvidos até quinta-feira, 29 de outubro, a versão final sai a 3 de novembro. Entretanto, fica uma curiosidade no calendário: a festa virtual de lançamento, anunciada pelo Fedora Magazine a 16 de outubro, está marcada para 30 de outubro, portanto antes da data a que a versão deve ficar pronta. A participação é gratuita, pela plataforma Element, mas exige inscrição.
O que traz o Fedora 45
A distribuição é patrocinada pela Red Hat e serve de base ao Red Hat Enterprise Linux, por isso as mudanças que estreia acabam por chegar a muitos servidores. Esta versão substitui a velha consola de texto do núcleo do sistema pelo kmscon, com melhor desenho de texto e suporte de Unicode e tipos de letra, e passa a exigir assinaturas válidas nos pacotes antes de os instalar, travando por omissão a instalação de software não assinado. A gestão de segredos do ambiente de trabalho, onde ficam guardadas palavras-passe e chaves, foi unificada no oo7, que substitui o GNOME Keyring e o KWallet.
Há ainda versões novas de várias peças, incluindo o Podman 6, o Pandas 3 e o Python 3.15, segundo o anúncio da beta, publicado a 15 de setembro. Quem já usa Fedora pode atualizar a partir da linha de comandos com o DNF, mas convém esperar pela versão final, sobretudo em máquinas com disco cifrado ou com o KDE Plasma, por causa dos problemas que estão a atrasar o lançamento. A data a reter é 3 de novembro, e só se a nova candidata passar nos testes.



