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ExplicadorWindows 11

Windows 11 vai ligar sozinho a integridade da memória em mais PC: o que é e o que fazer se algo falhar

Uma atualização em teste na fase final do programa Insider passa a ativar esta proteção do núcleo do Windows durante as atualizações, nos computadores compatíveis. Torna mais difícil o ataque através de drivers, mas a própria Microsoft avisa que drivers antigos podem dar problemas.

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Portátil pousado numa mesa redonda junto a uma janela, com um cadeado no ecrã
Imagem de arquivo. Dan Nelson / Pexels

A Microsoft prepara-se para ligar uma das proteções mais fortes do Windows 11 num número maior de computadores, sem pedir nada ao utilizador. Nas notas da atualização KB5127936 (builds 26200.9807 e 26300.9807, para as versões 25H2 e 26H2), publicada a 16 de outubro no canal Release Preview, a empresa escreve que os PC suportados podem passar a ter a integridade da memória ativada durante as atualizações. O objetivo, diz, é reforçar a segurança e preparar os aparelhos para outras funções avançadas do sistema. A Microsoft garante que respeita as escolhas já feitas pelo utilizador ou pelo administrador de TI,.

O que faz a integridade da memória

Os drivers são os pequenos programas que deixam o Windows falar com o teclado, a câmara ou a placa gráfica, e correm com permissões muito elevadas. Por isso são um alvo apetecível para quem quer tomar conta de um computador. A integridade da memória, também chamada HVCI, usa a virtualização do processador para criar um espaço isolado onde o código desses drivers é verificado antes de o Windows o executar. Como esse espaço está separado do resto do sistema, um programa malicioso tem muito mais dificuldade em adulterar a verificação.

Para funcionar, a virtualização tem de estar ligada na UEFI ou na BIOS do computador. A Microsoft indica que a proteção corre melhor nos processadores Intel a partir da geração Kaby Lake e nos AMD a partir do Zen 2. Nos processadores mais antigos, o Windows recorre a uma emulação, com maior impacto no desempenho. Em 2022, num documento de apoio citado na altura pelo Thurrott, a empresa admitiu que a proteção pode reduzir o desempenho em alguns jogos e configurações, e sugeriu a quem dá prioridade à velocidade que a desligasse durante o jogo e a voltasse a ligar no fim.

Como ver se está ligada e o que fazer se algo falhar

O estado da proteção aparece na app Segurança do Windows: abre Segurança do dispositivo e entra nos detalhes do isolamento de núcleo, onde está o interruptor da integridade da memória. Para uma visão mais técnica, o programa Informações do Sistema (msinfo32) mostra que funções de segurança baseadas na virtualização estão ativas. Desde o Windows 11 22H2, a app avisa quando a proteção está desligada.

O principal risco está nos drivers antigos. Segundo a documentação da Microsoft, alguns drivers e aplicações são incompatíveis com a integridade da memória, o que pode fazer com que aparelhos ou programas deixem de funcionar e, em casos raros, provocar o ecrã azul. Se a app indicar um driver incompatível, o conselho da empresa é procurar uma versão atualizada no site do fabricante do aparelho e, se não existir, retirar o aparelho ou a aplicação que o usa. Desligar a proteção também resolve, mas deixa o computador mais exposto, e a Microsoft avisa que o mesmo bloqueio pode voltar a aparecer quando instalares um aparelho com um driver incompatível.

A mesma atualização traz outras mudanças, como uma hibernação adaptativa que hiberna menos quando a bateria está acima de 80% e mais cedo quando desce abaixo de 10%. A Microsoft não deu data para a atualização sair do canal Release Preview e chegar a todos os PC com Windows 11 25H2 e 26H2.

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