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Portátil com ecrã OLED: como evitar marcas permanentes da barra de tarefas e o que já faz o próprio ecrã
Os ecrãs OLED chegaram aos portáteis de 800 euros, mas trazem um risco que os LCD não têm: imagens fixas que ficam marcadas. Os painéis já se protegem sozinhos e as marcas têm ferramentas próprias. E há quatro definições do Windows que reduzem o risco.

Os ecrãs OLED deixaram de ser exclusivo dos portáteis mais caros. O Asus Zenbook 14 deste ano, por exemplo, tem um painel OLED de 14 polegadas e, segundo a análise da 4gnews, a gama começa nos 799 euros em Portugal. Estes ecrãs têm pretos verdadeiros e cores mais vivas porque cada píxel produz a sua própria luz. O preço disso é um risco que os ecrãs LCD tradicionais não têm: a imagem fantasma, ou queimadura, quando um conteúdo fixo fica marcado.
Porque é que um OLED fica marcado
Há dois fenómenos diferentes, explica a PCWorld. A retenção de imagem é temporária: fica uma sombra ligeira do que estava no ecrã, que desaparece pouco depois. A queimadura verdadeira é permanente e acontece porque os píxeis OLED se gastam com o uso e perdem brilho, mais depressa quando mostram durante muito tempo o mesmo conteúdo claro. Num computador há muito disso: folhas de cálculo, documentos de texto e, sobretudo, a barra de tarefas do Windows, que por omissão está sempre visível.
A ASUS aponta as mesmas duas causas: brilho elevado e píxeis sobrecarregados por imagens estáticas. A boa notícia é que o processo é lento e que os próprios painéis se defendem. Segundo a PCWorld, todos os OLED guardam o historial de uso de cada píxel e compensam os que perderam brilho com mais corrente, e a maioria faz uma atualização automática dos píxeis ao fim de algumas horas de funcionamento.
As ferramentas das marcas
Nos portáteis da ASUS, a proteção chama-se OLED Care e está na app MyASUS, em Personalização, Áudio e Visual. Tem duas funções principais. O Pixel Refresh é uma proteção de ecrã que entra quando o portátil fica parado mais de 30 minutos e acende e apaga todos os píxeis por igual. O Pixel Shift desloca ligeiramente a imagem para que o mesmo conteúdo não fique sempre nos mesmos píxeis. No mesmo menu podes esconder a barra de tarefas e ligar a transparência.
Nas outras marcas a oferta depende muito do modelo. A PCWorld dá o exemplo da Lenovo, que limita a ferramenta Lenovo Display Refresh ao ThinkPad X1 Fold. Convém manter a app do fabricante atualizada, porque algumas funções de cuidado do ecrã só aparecem com versões mais recentes.
O que podes ligar no Windows
Mesmo sem app da marca, há quatro ajustes que ajudam e que a ASUS e a PCWorld recomendam:
- Esconder a barra de tarefas: nas Definições, em Personalização e Barra de tarefas, liga a opção para a ocultar automaticamente no modo de ambiente de trabalho.
- Usar o modo escuro no Windows e nas apps. No Office, o caminho é Ficheiro, Conta, Tema do Office e Cinzento Escuro.
- Ajustar o brilho à luz da sala, em vez de o deixar sempre no máximo.
- Ativar uma proteção de ecrã com fundo escuro e desligar o ecrã mais cedo quando não estás a usar o portátil.
Se apesar disso aparecer uma marca que não desaparece, fala com a marca antes de pagares uma reparação. Segundo a PCWorld, os defeitos verdadeiros de queimadura estão cobertos pela garantia da maioria dos fabricantes, mas as condições mudam de marca para marca, por isso confirma-as no certificado de garantia do teu modelo.



