Saltar para o conteúdo

iPhone

Reino Unido quer abrir o NFC do iPhone a outras carteiras como na UE, onde já pagas com o MB WAY

O regulador britânico propõe obrigar a Apple a dar acesso ao chip de pagamentos por aproximação em melhores condições e com taxas mais baixas. Do lado de cá, a abertura já aconteceu: em Portugal podes escolher outra app que não o Apple Pay para pagar com o iPhone na loja.

Por · 2 min de leitura
Partilhar
Homem com um copo de café na mão encosta um iPhone a um leitor de pagamentos branco, num balcão preto
Imagem de arquivo. Mybloodtypeiscoffee / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

A autoridade da concorrência do Reino Unido (CMA) quer obrigar a Apple a abrir o chip NFC do iPhone, o que permite pagar por aproximação, a outras empresas e em condições comercialmente viáveis. A proposta foi apresentada a 20 de outubro e está em consulta pública até 17 de novembro. Para quem vive em Portugal, a discussão serve sobretudo de comparação: o que os britânicos ainda não têm já existe na União Europeia, e também cá.

O que propõe o regulador britânico

Segundo a CMA, as empresas do Reino Unido queixam-se de que as taxas e as regras da Apple tornam pouco viável lançar alternativas ao Apple Pay. O regulador nota que, ao contrário do que aconteceu na UE, nenhuma empresa lançou no país uma carteira para competir com a da Apple, apesar de os pagamentos sem contacto já representarem 39% de todos os pagamentos britânicos.

A proposta tem duas partes. A Apple teria de dar acesso pelas duas tecnologias usadas internacionalmente nos pagamentos por aproximação, e o regulador diz não ter visto provas de que alguma delas levante problemas de segurança. Teria também de cobrar taxas que a CMA espera que sejam "substancialmente mais baixas" do que as atuais, embora o regulador não vá fixar os preços. A Apple respondeu à Reuters, citada pela GSMArena, que não concorda com uma abordagem com menos proteções de privacidade e segurança.

O que já podes fazer em Portugal

Na UE, a Apple aceitou abrir o NFC a terceiros e, seis meses depois, a Vipps lançou a primeira app de pagamento alternativa, a que se juntaram a PayPal, a Klarna, a Curve e o BBVA, segundo a lista da CMA. Em Portugal, o MB WAY passou a permitir pagamentos por aproximação no iPhone em julho de 2025, e a SIBS apresentou-o então como a primeira app da zona euro a fazê-lo, segundo o ECO.

Nas regras que publicou para os programadores, a Apple explica que podes escolher qualquer app compatível como app predefinida para pagamentos sem contacto. Essa app abre sozinha quando aproximas o iPhone de um terminal compatível, ou quando carregas duas vezes no botão lateral (no botão principal, nos modelos com Touch ID), depois de te identificares se o telemóvel estiver bloqueado. Para usar o MB WAY desta forma, tens de o definir como app predefinida nas definições do iPhone.

A funcionalidade exige um iPhone XS ou mais recente com o iOS 17.4 ou posterior, e só está disponível para utilizadores no Espaço Económico Europeu. As mesmas regras deixam ainda usar o NFC para bilhetes de transportes, chaves de carro, de casa e de hotel e cartões de acesso a escritórios, desde que as empresas peçam autorização à Apple.

No Reino Unido, a decisão final da CMA só será tomada depois de 17 de novembro, quando terminar a consulta.

Partilhar

Newsletter

O essencial da tecnologia, em português, na tua caixa de correio. Deixa o teu email e recebes a primeira edição.

Artigos relacionados

Mais em Telemóveis

Mais lidas nos últimos 7 dias

  1. Internet e AppsYouTube tira as Subscrições da barra de baixo da app: onde passas a encontrar os canais que segues
  2. Inteligência ArtificialGoogle passa a poder usar o que a IA tira do teu Gmail e do Google Fotos para anúncios, se ligares as apps
  3. ComputadoresmacOS 27.2 entra na reta final e traz a Siri AI em português ao Mac, onde já funciona na União Europeia
  4. TelemóveisHandoff do iPhone: usar o mesmo número em dois iPhone já tem preço lá fora, mas não há operadora portuguesa
  5. Internet e AppsFalha elétrica num centro de dados da Google em Londres deixou a Revolut sem pagamentos nem transferências