Audi
Audi Q9 estreia os primeiros farolins OLED curvos num carro de série, com vidro de 0,1 mm e 512 segmentos
O maior SUV da Audi é o primeiro carro de produção com painéis OLED digitais dobrados em três dimensões nas luzes traseiras. A marca diz que se veem melhor de lado e podem mostrar avisos de acidente. Na Alemanha custa desde 108.400 euros, mas para Portugal ainda não há preço nem data.

O Audi Q9, o maior SUV da marca alemã, apresentado no fim de julho, traz uma estreia mundial que só agora a Audi detalhou: é o primeiro carro de produção com painéis OLED digitais curvos em três dimensões. A novidade está nos farolins traseiros, e não no ecrã do tabliê. Segundo o comunicado de 23 de outubro, os painéis acompanham a forma da carroçaria e dobram a esquina da traseira, o que permite ver a luz a partir de ângulos laterais mais abertos. A Audi defende que isso torna o carro mais visível para quem se aproxima de lado.
Vidro da espessura de um cabelo
O que permite dobrar os OLED é o vidro que os suporta, com apenas 0,1 milímetros de espessura, comparável à de um cabelo, diz a marca. Com ele, os painéis podem curvar com um raio de até 200 milímetros. Os farolins usam a terceira geração da tecnologia OLED digital da Audi e somam 512 segmentos distribuídos por seis painéis. O maior, o painel exterior curvo, tem 99 segmentos e é o maior painel OLED que a marca já montou num carro de série, ao lado de um painel central com 84 e de um interior com 73.
Os segmentos são controlados um a um, o que serve para duas coisas. A primeira é estética: há até oito assinaturas luminosas à escolha, à frente e atrás, que podem ser estáticas, animadas ou parcialmente animadas. A segunda é a segurança. A chamada luz de comunicação mostra símbolos de aviso na traseira para alertar quem vem atrás de um acidente ou de uma avaria, uma função que a Audi estreou no Q6 e-tron. A história dos OLED na marca começou em 2016 no TT RS, e a terceira geração chega este ano ao Q9 e à gama Q7.
Faróis que desenham na estrada
À frente, os faróis Digital Matrix LED usam um módulo com 25.600 micro-LED, com cerca de 13 milímetros de largura, em que cada LED mede perto de 40 micrómetros. Segundo a Audi, isto permite projetar imagens de alta resolução no asfalto. Quando o condutor muda de direção ou de faixa à noite, o carro desenha no chão um pisca estilizado para peões e ciclistas perceberem a manobra mais cedo. O sistema também ilumina a faixa em que segues, projeta linhas de orientação e, em zonas de obras com vias estreitas, ajusta a luz para ajudar a manter o carro ao centro.
Quanto custa e quando chega
O Q9 tem sete lugares de série (seis em opção) e é fabricado em Bratislava, na Eslováquia. Na Alemanha, as encomendas abriram no fim de julho com o Q9 TDI de 220 kW, um V6 a gasóleo, desde 108.400 euros, e as entregas arrancam em novembro. A Audi prevê ainda uma versão de 180 kW para alguns mercados europeus. A SIVA, importadora da marca, divulgou em Portugal o comunicado sobre os farolins com os consumos da versão de 220 kW (entre 7,4 e 8 litros aos 100 km), mas sem preço nem data de chegada. Até a marca os anunciar, não há preço oficial do Q9 para Portugal.



