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Telemóvel sem carregador na caixa? Como ler a etiqueta de potência e escolher um carregador USB-C que sirva

Com as regras europeias do carregador comum, a caixa de telemóveis, auscultadores e, desde abril, portáteis tem de dizer se traz carregador e de quantos watts precisa o aparelho. Saber ler esses dois símbolos evita comprar um carregador a mais ou um que carrega devagar.

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Carregadores brancos ligados a uma extensão elétrica, com cabos USB e USB-C
Imagem de arquivo. Саша Алалыкин / Pexels

Cada vez mais telemóveis, auscultadores e até portáteis chegam a casa sem carregador na caixa. É uma consequência das regras europeias do carregador comum, que obrigam as marcas a deixar-te comprar o aparelho sem um carregador novo, e que trazem duas indicações na embalagem que pouca gente lê. Com elas percebes se o carregador que já tens serve ou, se não servir, que potência deves procurar.

Segundo a Comissão Europeia, desde 28 de dezembro de 2024 têm de ter porta USB-C os telemóveis, tablets, câmaras digitais, auscultadores com e sem fios, colunas portáteis, consolas portáteis, leitores de livros digitais, teclados, ratos e sistemas de navegação portáteis vendidos na União Europeia. Os portáteis entraram na lista a 28 de abril de 2026.

A mesma regra harmoniza o carregamento rápido. Segundo a Comissão, isto impede as marcas de limitarem sem justificação a velocidade de carregamento e garante que o aparelho carrega ao mesmo ritmo com qualquer carregador compatível. Ficam de fora, para já, os relógios, as pulseiras de atividade, os óculos inteligentes, os drones e os comandos de consola, embora a Comissão tenha identificado essas categorias num relatório de 30 de junho como candidatas a entrar.

Os dois símbolos da caixa

O primeiro é um pictograma que diz se o aparelho vem com carregador ou sem ele. A ficha informativa da autoridade espanhola de telecomunicações, que aplica a mesma diretiva europeia, lembra que este símbolo é obrigatório e que, nas lojas online, tanto ele como a etiqueta têm de aparecer junto ao preço.

O segundo é a etiqueta de carregamento, com dois números em watts. O primeiro é a potência mínima de que o aparelho precisa para carregar; o segundo é a potência a partir da qual atinge a velocidade máxima. Nos aparelhos que carregam a mais de 15 W, a informação inclui também a indicação de carregamento rápido por USB PD, a norma de carregamento rápido do USB-C.

Como escolher o carregador

Com a etiqueta à frente, a escolha fica simples. Um carregador abaixo do valor mínimo não serve. Entre o mínimo e o máximo, o aparelho carrega, mas mais devagar do que podia. Para teres a velocidade máxima, procura um carregador com pelo menos o valor mais alto da etiqueta e, se ela mencionar USB PD, que também suporte essa norma.

A mesma lógica vale para o portátil. Antes de comprares um carregador para servir vários aparelhos, compara as etiquetas de cada um e escolhe pelo valor máximo mais alto.

O que ainda vai mudar

As regras atuais tratam do aparelho, não do carregador. Isso muda a 14 de dezembro de 2028, quando começam a valer os novos requisitos de ecodesign para carregadores: salvo exceções, terão de ter pelo menos uma porta USB-C, funcionar com cabos destacáveis, indicar em cada porta a potência suportada e usar um novo logótipo europeu de carregador comum. A Comissão tem ainda até 28 de dezembro deste ano para dizer se os cabos também devem poder ser vendidos à parte dos aparelhos.

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