ExplicadorEuro 7
Euro 7 chega a 29 de novembro: bateria dos elétricos tem de manter 80% da capacidade ao fim de cinco anos
A nova norma europeia de emissões deixa de olhar só para o tubo de escape e passa a contar com travões, pneus e baterias. Começa pelos modelos lançados a partir de 29 de novembro, mas só em 2027 abrange todos os carros novos. Explicamos o que muda para quem vai comprar carro.

A partir de 29 de novembro, os carros que chegam ao mercado europeu passam a ter de cumprir o Euro 7, a nova norma de emissões da União Europeia. Ao contrário das anteriores, não fala só do que sai pelo escape: inclui as partículas que saem dos travões, o desgaste dos pneus e, pela primeira vez, a durabilidade das baterias dos carros elétricos. O tema voltou à atualidade esta semana, quando o Reino Unido confirmou que vai adotar as mesmas regras a partir de novembro de 2027, segundo o site electrive.
Duas datas diferentes
O Regulamento (UE) 2024/1257 entrou em vigor em maio de 2024, mas aplica-se por fases. A 29 de novembro de 2026 começa a valer para os novos tipos de automóveis de passageiros e comerciais ligeiros, ou seja, para os modelos homologados pela primeira vez a partir desse dia. Só a 29 de novembro de 2027 passa a ser obrigatório para todos os carros e comerciais ligeiros novos vendidos, mesmo que o modelo já existisse.
Por isso, um carro novo comprado no fim deste ano não tem de cumprir o Euro 7. Para autocarros e camiões, as datas são 29 de maio de 2028 para os novos tipos e 29 de maio de 2029 para todos. Os pequenos fabricantes, com produções muito reduzidas, têm até 1 de julho de 2030.
O que muda nos elétricos
A novidade que mais interessa a quem compra um elétrico é a garantia mínima de saúde da bateria. Nos carros de passageiros, a bateria tem de conservar pelo menos 80% da capacidade original até aos cinco anos ou 100 mil quilómetros, o que acontecer primeiro, e 72% até aos oito anos ou 160 mil quilómetros. Nos comerciais ligeiros, os mínimos são 75% e 67%. Estes valores aplicam-se também aos híbridos plug-in.
Os carros vão ter ainda de medir o estado de saúde da bateria e mostrar essa informação ao condutor, a par do consumo real de combustível ou de eletricidade. Segundo o Parlamento Europeu, cada carro terá também um passaporte ambiental com estes dados. Para quem compra usado, isto deverá facilitar a comparação entre carros de marcas diferentes.
Os travões passam a ter limites para as partículas libertadas, com valores próprios para os elétricos, que travam menos com os discos por recuperarem energia. Os pneus entram mais tarde: a 1 de julho de 2028 para os novos tipos de pneus de automóveis (classe C1), em 2030 para a classe C2 e em 2032 para a C3.
Nos carros a combustão, os limites de gases de escape do Euro 6 mantêm-se, mas passam a contar partículas mais pequenas, a partir de 10 nanómetros. Quem já tem carro não precisa de fazer nada: o Euro 7 trata da homologação e venda de carros novos e não torna ilegais os que já circulam.



