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Cópia de segurança do telemóvel: como a ligar no Android e no iPhone e o que fica de fora
Um telemóvel roubado, uma reparação ou uma troca de aparelho só correm bem se houver uma cópia recente do que lá tens. A Google oferece 15 GB e a Apple 5 GB, e muitas vezes isso não chega. Explicamos onde se liga a cópia, o que guarda e como confirmar que foi feita.

Perder o telemóvel custa dinheiro, mas perder o que estava lá dentro pode custar mais: fotografias, contactos, mensagens, definições de anos. Tanto o Android como o iPhone fazem cópias de segurança automáticas para a nuvem, desde que estejam ligadas e haja espaço. Convém confirmar as duas coisas antes de precisares delas, por exemplo antes de levares o telemóvel a reparar ou de o trocares por outro.
No Android
A cópia vai para a tua conta Google. Para a ligar, abre Definições, toca em Google, depois em Todos os serviços e, em Cópia de segurança e restauro, escolhe Cópia de segurança. Podes decidir se queres guardar fotografias e vídeos, os dados do dispositivo ou as duas coisas. A Google avisa que a primeira cópia pode demorar até 24 horas e que, quando estiver feita, aparece Ativado por baixo de cada tipo de dados. No mesmo menu há a opção de fazer a cópia de imediato.
Ficam guardadas as aplicações e os seus dados, o histórico de chamadas, os contactos, as definições do aparelho e as mensagens SMS e MMS. Se usares as apps da Google, a cópia inclui também as mensagens RCS do Google Mensagens, os números bloqueados na app Telefone e as fotografias do Google Fotos. A Google ressalva que nem todas as aplicações guardam todos os dados, por isso convém confirmar nas que mais usas. Para proteger a cópia, a empresa recomenda bloquear o ecrã com PIN, padrão ou palavra-passe, que servem também para cifrar parte dos dados.
A conta Google dá até 15 GB grátis, partilhados com o Gmail, o Drive e o Google Fotos. Quem precisar de mais espaço tem de pagar um plano Google One. Há uma limitação a ter em conta na troca de aparelho: uma cópia não pode ser reposta num telemóvel com uma versão do Android mais antiga do que a do original.
No iPhone
No iPhone, abre Definições, toca no teu nome, depois em iCloud e em Cópia de segurança em iCloud, e ativa Cópia de segurança deste iPhone. A partir daí, a cópia faz-se todos os dias, de forma automática, quando o iPhone está a carregar, bloqueado e ligado a uma rede Wi-Fi. Se precisares de uma cópia naquele momento, toca em Efetuar cópia de segurança agora. Nos modelos com 5G, algumas operadoras permitem fazer a cópia pela rede móvel.
O iCloud gratuito tem apenas 5 GB, que se esgotam depressa com fotografias e vídeos. Na página portuguesa da Apple, os planos iCloud+ custam 0,99 euros por mês com 50 GB, 2,99 euros com 200 GB e 9,99 euros com 2 TB. Para poupares espaço, podes tirar da cópia as aplicações que não te interessam, no mesmo menu. A alternativa gratuita é guardar a cópia num computador: no Mac, pelo Finder, e no Windows, pela app iTunes, com a opção de cifrar a cópia com uma palavra-passe.
Como confirmar que está feita
No iPhone, em Definições, o teu nome, iCloud, Cópia de segurança em iCloud, vês a data da última cópia e o tamanho da próxima. No Android, a página de cópia de segurança mostra que dados e aplicações foram incluídos. Se a data for antiga, liga o telemóvel ao carregador e ao Wi-Fi e força uma cópia manual antes de o entregares numa loja ou de o repores para os valores de fábrica.



