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Primeiro telemóvel de uma criança: como pôr limites com o Family Link no Android e o Tempo de ecrã no iPhone
As ferramentas da Google e da Apple deixam aprovar cada app, fixar horas de uso e escolher com quem a criança fala. Funcionam melhor se forem configuradas antes de o telemóvel chegar às mãos dela, e cada uma só controla aparelhos do seu próprio sistema.

Dar o primeiro telemóvel a uma criança costuma vir com uma lista de preocupações: apps que não são para a idade dela, compras por engano, horas a mais de ecrã e mensagens de desconhecidos. Tanto o Android como o iPhone têm controlos parentais que respondem a quase tudo isto, geridos a partir do telemóvel dos pais. A regra mais importante é a mesma nos dois: configura tudo antes de entregar o aparelho e cria uma conta própria para a criança, em vez de ela usar a tua.
No Android, com o Family Link
A ferramenta da Google chama-se Family Link e é uma app que instalas no teu telemóvel. Serve para criar uma conta Google para uma criança com menos de 13 anos (ou a idade mínima definida no país) ou para pôr sob supervisão uma conta que ela já tenha. Para seres o responsável, precisas de ter mais de 18 anos, uma conta Google e viver no mesmo país que a criança. A app corre num Android 6.0 ou mais recente e também num iPhone com iOS 16 ou superior, mas a Google é clara num ponto: o Family Link não consegue supervisionar iPhones nem iPads.
Com a supervisão ativa, escolhes que apps a criança pode instalar, bloqueias as que já lá estão e restringes conteúdos para adultos no Google Play. As aprovações de compras só valem para o que é pago pela faturação do Google Play, por isso compras feitas dentro de outros sistemas de pagamento ficam de fora.
O tempo de ecrã controla-se em Tempo de ecrã, Limites de tempo, onde defines um limite diário diferente para cada dia da semana. Quando o tempo acaba, o telemóvel bloqueia: a criança deixa de receber notificações e de abrir apps, mas continua a poder atender chamadas e a ligar para emergência. Podes dar tempo extra no próprio dia sem mexer na programação. Se ligares a partilha de localização, passas a ver no Family Link onde está o telemóvel da criança.
No iPhone, com o Tempo de ecrã
Na Apple, os controlos parentais fazem parte do Tempo de ecrã. Antes de começar, tens de configurar a Partilha com a família e criar uma conta Apple para a criança, que deve ser só dela. A partir daí, gere-se tudo no teu iPhone em Definições, Família, tocando no nome da criança.
O Pedir para comprar obriga a criança a pedir autorização para descarregar ou comprar apps, e o Pedir para navegar faz o mesmo com sites novos no Safari e noutros browsers compatíveis. Segundo a Apple, as duas funções vêm ligadas por omissão para menores de 13 anos, e o filtro de sites para adultos está ativo até aos 18. Em Contactos permitidos, decides com quem a criança fala nas Mensagens, no FaceTime e no Telefone, e podes exigir aprovação para cada contacto novo.
Há ainda horários de utilização para dias de semana e fins de semana, limites por categoria (jogos, redes sociais, entretenimento) e a Segurança na comunicação, que deteta nudez e violência em fotografias e vídeos recebidos ou enviados. Com o iOS 27, a Apple renovou estes controlos, mas para os usar todos os aparelhos do grupo familiar têm de estar atualizados. Quem não consiga atualizar todos pode manter a versão anterior do Tempo de ecrã.



