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Samsung lucra recorde com a memória, mas perde dinheiro nos telemóveis e prevê menos Galaxy baratos em 2027
A mesma subida do preço da memória que deu à Samsung o maior lucro trimestral da sua história está a pesar nos telemóveis. A divisão móvel voltou a fechar o trimestre com prejuízo e a marca avisa que vai vender menos aparelhos no próximo ano, sobretudo nas gamas de entrada e média.

A Samsung apresentou na quinta-feira, 29 de outubro, os melhores resultados trimestrais da sua história, mas quase todo o dinheiro veio dos chips. Entre julho e setembro, o grupo faturou 195,3 biliões de wons (mais 14% do que no trimestre anterior) e teve um lucro operacional de 107,4 biliões. Segundo a empresa, é a primeira tecnológica do mundo a passar a barreira dos 100 biliões de wons de lucro operacional num só trimestre. A divisão que faz os telemóveis Galaxy, pelo contrário, voltou a perder dinheiro.
A memória cara ajuda os chips e prejudica os telemóveis
A divisão de semicondutores sozinha faturou 147,1 biliões de wons e lucrou 106,5 biliões. A Samsung explica que a procura de servidores para inteligência artificial fez subir os preços da memória em todas as aplicações, e o negócio de memória bateu recordes de faturação e de lucro.
Essa mesma subida chega aos telemóveis pelo lado dos custos. A área móvel e de redes faturou 37,7 biliões de wons, mais do que no trimestre anterior e do que há um ano, graças aos novos topos de gama, incluindo os dobráveis. Ainda assim, fechou com um prejuízo operacional de 0,6 biliões de wons. A Samsung diz que os resultados melhoraram face ao trimestre anterior, mas caíram em relação a 2025 por causa das pressões nos custos. Segundo o Android Authority, é o segundo trimestre seguido com perdas operacionais nesta divisão.
O que a Samsung prevê para 2027
Na chamada com os analistas, citada pelo Android Authority, a Samsung avisou que espera vender menos telemóveis no próximo ano, porque o custo da memória e das matérias-primas vai empurrar os preços para cima. O impacto deve sentir-se mais nas gamas de entrada e média, onde a marca admite vir a ter menos modelos. Para tornar os topos de gama mais acessíveis, a Samsung disse ainda que prepara planos de financiamento para os Galaxy S26 e Z Fold8, sem indicar em que países.
No comunicado, a Samsung resume a estratégia para 2027 em três pontos: concentrar-se nos topos de gama, apostar em novos formatos e cortar custos para limitar a queda dos lucros. Na chamada, a empresa disse que a próxima série Galaxy S terá modelos mais diferenciados entre si, com melhorias no ecrã de privacidade, na bateria e no processador, e que está a estudar novos formatos, entre eles outro telemóvel dobrável em três.
Para os últimos meses do ano, a marca conta com os Galaxy S26, Z Fold8 Ultra e Z Fold8 e com os seus óculos inteligentes, previstos para este trimestre. A Samsung não falou de preços por país nem anunciou mudanças nos valores em Portugal. Por agora, o aviso fica como indicação para quem pensa trocar de telemóvel: a marca conta com aparelhos mais caros e menos variedade nas gamas baratas ao longo de 2027.



