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ChatGPT

ChatGPT vai poder terminar sozinho conversas sobre violência e corta aos menores a informação sobre armas

A OpenAI anunciou a 30 de outubro regras mais apertadas para pedidos ligados à violência, que chegam nas próximas semanas. Há limites para todos, outros só para quem a empresa calcula ter menos de 18 anos, e os pais com contas ligadas vão passar a receber mais avisos.

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Rapaz de cabelo encaracolado olha para o telemóvel, com o rosto iluminado pelo ecrã e um fundo azul desfocado
Imagem de arquivo. Ron Lach / Pexels

A OpenAI vai apertar a forma como o ChatGPT responde a pedidos ligados à violência. O anúncio foi feito a 30 de outubro e as mudanças começam a ser aplicadas nas próximas semanas, segundo a empresa. Umas valem para todos os utilizadores, outras só para quem o sistema identifica como menor de idade. A OpenAI não indica se a distribuição varia de país para país.

A empresa diz que os modelos já são treinados para não ajudar ninguém a planear ou executar atos violentos. Acrescenta que, no terceiro trimestre de 2026, comunicou mais de 200 casos às autoridades por ameaças iminentes de violência, e que trabalha com especialistas em saúde mental e prevenção da violência para avaliar os casos difíceis.

O que muda para todos

A novidade com mais impacto é a possibilidade de o ChatGPT encerrar uma conversa sozinho. Quando detetar que alguém está fixado na violência ou na ideia de magoar gravemente outra pessoa, o assistente pode terminar o chat para interromper esse padrão. Se isso acontecer várias vezes com a mesma conta, a OpenAI pode suspendê-la temporariamente, e as contas que violem as regras sobre violência continuam a ser banidas. Além disso, se as conversas recentes mostrarem sinais de alerta, o ChatGPT passa a ser mais cauteloso ao partilhar informação que possa ser mal usada, mesmo que o pedido seguinte pareça inocente.

As perguntas sobre ataques em massa do passado também vão ter respostas menos detalhadas. Continua a ser possível pedir ajuda para perceber estes acontecimentos, o impacto nas vítimas e os sinais de alerta. O ChatGPT deixa, porém, de reconstituir os ataques, de descrever as armas e o equipamento usados ou a forma como foram obtidos, e de comparar a dimensão dos danos de forma que possa dar fama ao autor. A OpenAI sublinha que estes limites se aplicam seja qual for a idade de quem pergunta ou o motivo.

Mais limites para os adolescentes

A versão para menores, a que a OpenAI chama ChatGPT for Teens, passa a recusar informação prática sobre armas e sistemas de segurança, mesmo quando a pergunta parece inofensiva e não há sinal de más intenções. Os adolescentes continuam a poder usar o assistente para pedir apoio, evitar conflitos ou contactar um adulto de confiança.

Para decidir quem tem menos de 18 anos, a empresa usa um sistema de previsão da idade que analisa, por exemplo, padrões de comportamento, e que diz ter reforçado para reavaliar a conta à medida que é usada. Um adulto que seja posto por engano na versão para menores pode confirmar a idade através da Persona, a empresa de verificação com que a OpenAI trabalha.

Os pais que ligam a conta à do filho através do controlo parental já podem receber alertas sobre risco de automutilação e, desde julho, quando a conta do adolescente é desativada por violar as regras sobre violência. A OpenAI diz estar a preparar também um aviso para quando a conta for suspensa por o adolescente falar repetidamente de violência. A empresa vai ainda publicar um relatório de segurança a cada seis meses, o primeiro no início de 2027, sobre a segunda metade de 2026.

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