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Chave do carro no telemóvel: como a pôr no iPhone ou no Android e o que fazer se perderes o telefone

Cada vez mais carros abrem e arrancam com o iPhone ou o Android, sem chave no bolso. A configuração começa sempre na app da marca, e há duas definições que convém rever: a que deixa usar a chave com o telemóvel bloqueado e a que a desliga à distância.

Por · 3 min de leitura
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Comando de chave de um Infiniti ao lado de um telemóvel com a app da marca aberta, com botões para trancar, destrancar e ligar o motor
Imagem de arquivo. Erik Mclean / Pexels

A chave do carro já cabe no telemóvel. Em modelos compatíveis, o iPhone, o Apple Watch ou um Android com a Carteira do Google substituem o comando para trancar, destrancar e pôr o carro a trabalhar. A Apple remete para o fabricante ou o concessionário para saber se um carro é compatível, e a Google avisa que estas chaves só existem em alguns veículos e mercados. Por isso, o primeiro passo é confirmar com a marca se o teu modelo tem esta opção em Portugal. A Google explica que desenvolve estas chaves com o Car Connectivity Consortium, em conjunto com fabricantes de carros e de telemóveis.

Como adicionar a chave

O processo começa quase sempre fora da Carteira. Abres a app do fabricante, um email ou SMS enviado pela marca, ou o ecrã do próprio carro, e segues as instruções. Pode ser preciso criar conta na marca e associá-la ao carro. No iPhone, quando a app Carteira abrir, tocas em Continuar e encostas a parte de cima do telemóvel ao leitor de chaves durante o emparelhamento. A chave pode passar logo para o Apple Watch, ou ser adicionada na app Apple Watch, em Carteira e Apple Pay.

Os requisitos da Apple são um iPhone XS ou posterior, ou um iPhone SE de 2.ª geração, com o iOS mais recente, ou um Apple Watch Series 5, SE ou posterior. No Android, a Google indica os Pixel 6 e mais recentes, os Galaxy S21 e mais recentes e alguns aparelhos com Android 12 ou superior, com ligação à internet durante a configuração. Nos Samsung, a chave também pode ser guardada na Samsung Wallet.

Abrir o carro sem tirar o telemóvel do bolso

Há duas maneiras de usar a chave. Na entrada por proximidade, encostas o telemóvel ao puxador da porta e depois ao leitor dentro do carro para ligar. Na entrada passiva, disponível só em alguns carros, as portas destrancam quando te aproximas e trancam quando te afastas, com o telemóvel no bolso. No iPhone, esta segunda opção exige um iPhone 11 ou posterior, com exceção dos SE e do iPhone 16e.

Convém saber que, por omissão, a chave funciona sem desbloquear o telemóvel. A Apple chama-lhe modo expresso e ativa-o sozinho quando adicionas a chave. Na Carteira do Google, a entrada passiva também vem ligada e, se quiseres que o telemóvel peça o desbloqueio, tens de a desligar ou ativar a Verificação obrigatória nos detalhes da chave. A vantagem do modo por omissão é que, segundo a Google, ainda consegues abrir e ligar o carro durante algumas horas depois de a bateria do telemóvel acabar.

Partilhar e proteger a chave

Consoante o modelo, podes partilhar a chave com outra pessoa. No iPhone, tocas no botão Partilhar dentro da chave, defines as permissões e podes exigir um código de ativação, que a Apple sugere enviar pessoalmente ou por telefone. O envio pode ser feito por AirDrop, Mensagens, Mail ou WhatsApp, e a partilha cancela-se no botão Pessoas.

Se perderes o telemóvel, marcá-lo como perdido no iPhone desativa a chave do carro e os cartões da Carteira. As chaves que partilhaste com outras pessoas continuam ativas. No Android, o Localizador do Google permite suspender a chave com Proteger dispositivo ou apagá-la com Limpar dispositivo, desde que o telemóvel esteja ligado e com rede. Em alguns carros dá também para apagar a chave no ecrã do próprio veículo.

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